Jorge Jesus manifestou-se muito satisfeito pela goleada alcançada diante do PSV, 4-1, na primeira mão dos quartos-de-final da Liga Europa, mas recusou dar a eliminatória encerrada. 

«Sabemos que o quarto golo nos dá outra margem. No entanto, no futebol tudo é possível. Hoje não deixámos ofensivamente o PSV jogar, porque olhámos muito para a forma como esta equipa jogava. Sabemos que na Holanda são muito fortes e hoje os nossos adeptos foram determinantes. Quero agradecer-lhes por uma noite quase perfeita», disse o treinador do Benfica.

Na conferência de imprensa após a partida, o técnico encarnado relativizou o erro cometido por Roberto no golo holandês: «Quero lembrar que se hoje estamos aqui é porque o Roberto teve uma quota-parte muito importante. Esteve excelente nos dois jogos com o PSG. O que é importante é a equipa e o seu treinador darem-lhe o apoio, tal como os adeptos».

«O PSV não nos criou grandes problemas. O quarto golo veio no momento certo para dar outro colorido à exibição do Benfica», acrescentou Jorge Jesus.

Confrontado com a boa prestação de FC Porto e Braga nesta primeira mão e o cenário de três equipas lusas nas meias-finais da prova, o treinador enalteceu o feito. «As equipas portuguesas estão a demonstrar que as nossas melhores equipas têm muita qualidade e que se tem de dar muito mérito aos treinadores, porque conseguimos descobrir jogadores a preços muito mais baixos face à maioria destas equipas e valorizamos esses jogadores... este é um trabalho conjunto de direcções fortes destes três clubes e de todas as suas estruturas», frisou.

Em resposta a um jornalista holandês, que o desafiou a colocar-se no lugar do treinador do PSV e o questionou sobre qual a prioridade da equipa - campeonato ou Liga Europa -, Jorge Jesus foi claro: «Não sei qual é a prioridade do PSV: se o campeonato ou a Liga Europa. Tendo em conta este resultado e a distância para o líder do campeonato, a dois pontos do Twente, eu apostava em lutar pelo campeonato

Já sobre a continuidade de Salvio, o técnico reiterou que não depende exclusivamente da sua vontade, hoje novamente sublinhada. «Essa situação não passa pelos treinadores. Se me perguntarem se gostava que continuasse, sim. É um excelente profissional e um excelente jogador», concluiu.

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