O empate do Chile com a Austrália (1-1) e a vitória da Alemanha diante dos Camarões (3-1) colocou a seleção sul-americana no caminho de Portugal nas meias-finais da Taça das Confederações. A formação de Juan Antonio Pizzi chega a esta fase no segundo lugar da equipa B, fruto de uma vitória e dois empates, mas desengane-se quem pensa que o Chile que se apresentar diante de Portugal, quarta-feira, será o mesmo que se mostrou bastante aquém do esperado no duelo com o conjunto da Oceânia.

A ‘Roja’ da América do Sul chega à Rússia como vencedor das duas últimas edições da Copa América (em 2015 e 2016, esta última uma edição especial do centenário), e com o estatuto de equipa ‘venenosa’, muito por culpa da arte e engenho de jogadores como Alexis Sánchez, avançado do Arsenal, e Arturo Vidal, médio do Bayern Munique.

A formação chilena, de resto, ganhou vida nova depois da participação no Mundial de 2010, onde foi eliminada pelo Brasil nos oitavos de final – o mesmo cenário repetir-se-ia em 2014 – a que se seguiram os já referidos triunfos na Copa América, onde se tornou ‘carrasco’ da Argentina de Lionel Messi, ao eliminar a alviceleste por duas ocasiões, ambas no desempate por grandes penalidades.

Nesta edição da Taça de Confederações, a seleção chilena arrancou com um triunfo sobre os Camarões, por 2-0, empatando depois com a Alemanha e com a Austrália, ambos a uma bola. Neste último jogo, os comandados de Pizzi não ganharam para o susto, mas o golo de Martín Rodriguez, aos 67 minutos, acabou por garantir a igualdade bem como a segunda posição do grupo B, com cinco pontos, atrás da ‘Mannschaft’.

No final do encontro com a Austrália, Juan Antonio Pizzi mostrou não ter medo de Portugal e de Cristiano Ronaldo. “É muito difícil ganhar o Europeu como fez Portugal. Tem um jogador que publicamente e futebolisticamente é determinante, um treinador com muita experiência, e um grupo de jogadores de primeiro nível. Mas vai ser muito difícil para eles também. Conseguimos equilibrar em muitas coisas que eles têm. Vamos competir e tratar de ganhar”, salientou o técnico.

Apesar do historial recente, a verdade é que este Chile tem vindo a demonstrar algumas fragilidades, principalmente ao nível da defesa e na dependência dos seus laterais. Por outro lado, o regresso de Claudio Bravo à baliza, no domingo, depois de longa paragem devido a lesão, serviu para perceber que o guardião do Manchester City ainda está longe do rendimento doutros tempos.

O ponto alto desta equipa acabou por se verificar, curiosamente, diante da Alemanha. Apesar do resultado final, o conjunto de Pizzi ainda conseguiu encostar a campeã do Mundo às cordas, com o golo de Alexis Sánchez, que se tornou o maior goleador da formação sul-americana, a surgir logo aos cinco minutos, apanhando a equipa de Joachim Low de surpresa.

História favorável a Portugal

A equipa das quinas volta a encontrar o Chile, em jogos oficiais, 89 anos depois de os sul-americanos terem apadrinhado a estreia de Portugal nos Jogos Olímpicos de Amesterdão. Desde então, as duas equipas nunca mais se encontraram em partidas oficiais, tendo ainda disputado dois particulares.

O saldo é claramente positivo para a formação lusa: duas vitórias e um empate. Em 1928, a Seleção bateu os chilenos por 4-2; o segundo confronto surgiu em 1972, com Portugal a vencer a ‘roja’ por 4-1, no Torneio da Independência do Brasil; o terceiro e último ocorreu em 2011, em Leiria, sob o comando de Paulo Bento e terminou empatado a uma bola – marcaram Silvestre Varela e Matías Fernández. De referir que este jogo assinalou a estreia de Rui Patrício a titular na seleção principal, lugar que nunca mais abandonou.

O jogo entre Portugal e Chile está marcado para as 19 horas de quarta-feira, em Kazan. A Alemanha, por sua vez, vai defrontar o México na quinta-feira (também às 19h00), em Sochi.

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