O presidente da SAD União de Leiria, Armando Marques, considerou hoje a morte de Vítor Oliveira “uma perda enorme”, assinalando que antigo treinador de futebol do clube era uma personalidade “difícil de encontrar”.

O currículo do treinador inclui duas passagens pela União de Leiria, nas épocas de 1997/98 e de 2007/08. Na primeira passagem, como responsável da equipa sénior, Vítor Oliveira alcançou o título da II Liga e, consequentemente, a subida à I Liga, uma das várias que obteve ao longo da carreira.

O atual presidente do conselho de administração da SAD leiriense, Armando Marques, disse que o técnico tinha uma personalidade “difícil de encontrar”.

“Era uma referência como treinador, sempre frontal. Alguns poderiam considerar que era difícil, mas não: era um homem de caráter, de personalidade muito forte, convicto das suas ideias, mas também sempre disponível para ouvir, discutir e reconhecer quando não estava certo”.

Armando Marques, que conhecia pessoalmente Vítor Oliveira, com quem travou conhecimento aquando da passagem do técnico pelo Vitória de Guimarães, diz que, “para além do lugar-comum, de facto, o futebol fica mais pobre” com este desaparecimento.

“Ele às vezes dizia que teve sempre a sorte de escolher os locais para onde queria ir. Recusava projetos que referenciava como tendo muito dinheiro, mas que, afirmava, não eram para ele. Encontrar alguém assim, hoje, é difícil”, frisou o responsável da SAD.

Em termos futebolísticos, Armando Marques lembra o desempenho de Vítor Oliveira na última equipa que orientou, o Gil Vicente.

“A qualidade que verificámos no caso do Gil Vicente é paradigmática. Construiu um plantel numa época muito complicada e fez o campeonato que fez [terminou em 10.º lugar]. Isso tem a ver com a sua capacidade de liderança, o caráter que incute e transmite e a personalidade muito forte”, notou.

Já o presidente da União Desportiva de Leiria, Nuno Cardoso, recordou Vítor Oliveira como “um treinador que fica ligado à história do clube”, por ter alcançado o título de campeão nacional da II Liga e a subida de divisão na época 1997/98.

“É uma perda enorme para o futebol português, a partida de um homem que dignificou o futebol, o papel do treinador e os clubes que representou”, sublinhou.

Vítor Oliveira, que morreu hoje em Matosinhos, aos 67 anos, ficou conhecido como ‘rei das subidas’, ao conseguir 11 promoções ao principal escalão, em 18 presenças, ao serviço de Paços de Ferreira (1991 e 2019), Académica (1997), União de Leiria (1998), Belenenses (1999), Leixões (2007)), Arouca (2013), Moreirense (2014), União da Madeira (2015), Desportivo de Chaves (2016) e Portimonense (2017).

Em mais de 30 anos, entre 1978 e 2020, comandou Famalicão, Portimonense, Maia, Paços de Ferreira, Gil Vicente, Vitória de Guimarães, Académica, União de Leiria, Sporting de Braga, Belenenses, Rio Ave, Moreirense, Leixões, Trofense, Desportivo das Aves, Arouca, União da Madeira, Desportivo de Chaves e Paços de Ferreira.

Como futebolista, vestiu as camisolas de Leixões, Paredes, Famalicão, Sporting de Espinho, Sporting de Braga e Portimonense.

Liga Portuguesa de Futebol Profissional e Federação Portuguesa de Futebol decretaram um minuto de silêncio nos jogos a realizar durante este fim de semana, em memória de Vítor Oliveira.

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