O futebolista iraniano Voria Ghafouri foi detido pelas autoridades do seu país com a alegação de ter “insultado e difamado a reputação da seleção nacional e de ter feito propaganda” contra o Estado, noticiou hoje a agência Fars.

O internacional de 35 anos, que não foi convocado para o Mundial2022, foi detido após um treino da sua equipa, o Foolad (aço, em persa), por decisão das autoridades judiciais.

O atleta natural de Sanandaj, capital do Curdistão iraniano, tem a conta do Twitter inativa há dois anos e ultimamente não tem postado no Instagram, excetuando há dias quando exibiu uma foto vestindo roupas tradicionais curdas.

O antigo ‘capitão’ do Esteghlal foi obrigado a deixar no verão a equipa mais famosa do país, treinada pelo português Ricardo Sá Pinto, por repetidas críticas às autoridades.

O Irão vive um período de enorme contestação social após a morte de Mahsa Amini, jovem curda de 22 anos, que faleceu três dias depois de ter sido detida pela polícia por supostamente ter quebrado o código de vestimenta.

Voria Ghafouri é mais uma importante figura do desporto detida pelas autoridades, seguindo-se, entre outros, ao antigo futebolista Ali Daei, a maior estrela de sempre da seleção com 149 internacionalizações e 109 golos, um recorde entretanto batido por Cristiano Ronaldo.

Na estreia no Mundial do Qatar, a equipa de futebol do Irão apoiou os protestos no seu país ao permanecer em silêncio durante o hino que antecedeu a sua estreia na competição, ante a Inglaterra (derrota por 6-2).

A ONG Iran Human Rights, com sede na Noruega, estima já ter havido pelo menos 416 mortos, entre os quais 51 crianças, no decurso da violenta repressão das autoridades aos protestos alastrados a todo o país.

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