O treinador José Mourinho rejeitou hoje qualquer “Mourinho-dependência” no Real Madrid, preferindo o termo “Mourinho-colaboração” para explicar a liderança no seu grupo da Liga dos Campeões e campeonato espanhol, repartindo os méritos com os futebolistas.

“Sem os jogadores não sou nada, eles sem a minha colaboração são diferentes. Normalmente, uma equipa tem sempre coisas do seu treinador, tanto para o positivo como para o negativo. Estamos todos a trabalhar e chegar até aqui significa crescimento e a ilusão de que podemos ir mais longe. Nada ganhámos e estamos ainda muito longe de o fazer”, advertiu.

O técnico garante que “não há Mourinho-dependência” no colosso espanhol, mas reconhece que “os jogadores estão identificados com a forma de pensar, liderar e abordar os desafios”.

“Neste momento podemos falar de empatia na relação laboral. Estamos a construir uma equipa que, com o tempo, vai ser grande. Tenho tranquilidade e o apoio do clube. A direcção deste projecto não é a curto prazo, mas queremos cumprir quatro anos juntos. Certamente virão dias bons e títulos”, afiançou.

Depois de um início de época em que foi questionada a qualidade do futebol da equipa, o Real Madrid começa a provocar a admiração geral, com boas exibições e golos, o que levou o treinador do Racing de Santander, próximo adversário, a falar de “jogo feio” para poder pontuar no Santiago Bernabéu.

“Os jogos são da responsabilidade das duas equipas e do árbitro. O Real Madrid fará sempre o jogo mais bonito possível. Já fizemos algum feio este ano, por nossa culpa, porque não jogamos bem, mas também já tivemos desafios em que o adversário atirou garrafas para o campo para parar o encontro”, criticou.

Mourinho lembrou que a sua equipa “joga limpo” e é “muito disciplinada”, conforme, assegura, reconhece a UEFA.

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