Apenas Cristiano Ronaldo poderá ultrapassar Eusébio como o melhor futebolista português de sempre, considera Paulo Futre, que se coloca entre os “príncipes”, ao lado de Figo e Rui Costa.

«Sem dúvida, o Eusébio. Depois há os príncipes, onde estou eu, o Luís (Figo). Não nos podemos esquecer do Chalana e de outros que não triunfaram lá fora. O Rui Costa também está dentro grupo dos príncipes. Se o Cristiano seguir nesta linha, é o único que pode passar o grande Eusébio. Eu, o Figo, o Rui Costa somos os príncipes», referiu.

Em entrevista à agência Lusa, Paulo Futre lembrou uma mágoa, de ter perdido a “Bola de Ouro” do France Football em 1987 para Ruud Gullit por apenas oito pontos, numa votação decidida a favor do holandês por um português.

Paulo Futre não considera que a seleção atual seja Cristiano Ronaldo e mais 10, porque é «uma das melhores equipas do Mundo», ao contrário do que aconteceu consigo entre o Mundial de 1986 e a chegada de jogadores da “geração de ouro”.

«É a minha grande mágoa. Não tive a oportunidade de estar num Europeu ou Mundial, à exceção do Mundial de 1986, que foi uma vergonha para todos nós. É a minha grande mágoa», lamentou.

Da sua carreira na seleção, lembra o golo «tremendo» frente à Estónia perante 120.000 pessoas no Estádio da Luz, «um dos melhores» da sua vida.

«Fico com o primeiro golo, contra a Roménia (2-3), no Estádio José Alvalade. Fico com a minha primeira internacionalização, em que fui o mais novo a estrear-me pela seleção. Houve momentos marcantes, tirando o México», afirmou.

Depois de se estrear há precisamente 28 anos, a 21 de setembro de 1983, frente à Finlândia (5-0), Futre somou 41 internacionalizações por Portugal, tendo apontado seis golos.

Esquecido durante alguns anos, Paulo Futre voltou à ribalta com a célebre conferência de imprensa da candidatura de Dias Ferreira à presidência do Sporting, em que disse querer contratar o «melhor chinês da atualidade».

«Isto faz parte da vida. Hoje estou a receber as minhas homenagens em Portugal, depois da conferência de imprensa. Os miúdos conhecem-me porque começaram a ver na 'net' quem era aquele gajo, porque pelo sotaque pensavam que era argentino ou o uruguaio. Depois viram o meu passado e viram uma história incrível por trás», salientou.

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