Portugal somou o terceiro triunfo seguido diante da Suíça, ao golear os helvéticos por 4-0 em Alvalade, na 2.ª jornada do Grupo A2 da Liga das Nações em futebol. Cristiano Ronaldo bisou e colocou um ponto final numa série de cinco jogos sem marcar pela formação das 'quinas' e ampliou para 117 o seu recorde mundial de golos pela seleção portuguesa de futebol.

Na próxima quinta-feira a seleção nacional discute com a Chéquia (ou República Checa) a liderança do grupo, depois do empate dos checos na receção à Espanha.

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O Jogo: Meia hora diabólica resolveu tudo

Foram 35 minutos de alto calibre que permitiram a Portugal construir a goleada diante Suíça, numa noite que podia ter sido histórica, não fossem os muitos falhanços da seleção lusa. Entre o golo de William aos 15 minutos, e término do primeiro tempo, Portugal criou várias situações claras para marcar (concretizou três), depois de perceber onde estava o 'ouro' na 'mina' helvética: movimentos de atração no meio-campo, movimentos de rutura e bolas nas costas da defesa.

Era principalmente pela direita, com as incursões de Otávio e João Cancelo, mas também de Bruno Fernandes e Diogo Jota, que Portugal criava mais perigo. A falta de coordenação dos defensores suíços no controle da profundidade deixava espaço para os lusos atacar, com passes longos.

É verdade que o primeiro golo, de William Carvalho (quinto golo ao 72.º jogo) nasce de uma recarga na área após livre de CR7 em zona frontal, mas os dois de Ronaldo aparecem pela exploração deste mesmo espaço, já depois de Diogo Jota e Otávio terem falhado dois golos cantados, da mesma forma.

Se os últimos 35 minutos do primeiro tempo foram de ouro, os primeiros 10 minutos são dos helvéticos. Um Portugal errático, a não encontrar soluções para a forte pressão da Suíça logo na saída de bola desde a defesa, obrigava os defesas a jogar para Rui Patrício. Eram muitas jogadas que iam acabar no pés do guardião que, sem soluções, despejava na frente, oferendo novamente a posse ao adversário.

O resto do jogo é Portugal nas suas 'sete quintas', a conseguir sair em transições bem montadas, com jogadas vistosas, como a do golo anulado a Cristiano Ronaldo aos 50 minutos.

Quando Cancelo fez o 4-0 aos 68 minutos, num golo 'Made in Manchester City' (combinação com Bernardo Silva e grande passe do mágico a isolar o lateral) estava selado o destino dos helvéticos, sem capacidade para discutirem o resultado diante de um Portugal autoritário e dominador. Sexto golo de Cancelo ao 34.º jogo na Seleção A de Portugal.

Esta foi a terceira vitória seguida de Portugal diante da Suíça em jogos oficiais, mas mesmo assim são os helvéticos que continuam na frente no histórico de confrontos, entre amigáveis e jogos a doer: 24 jogos, 10 vitórias da Suíça, nove de Portugal e cinco empates.

Com duas jornadas já disputadas neste Grupo A2 da Liga das Nações, é a Chéquia ou República Checa o principal adversário de Portugal neste momento. É que antes de viajar para Portugal, os checos empataram 2-2 na receção a Espanha, num jogo onde viram a vitória fugir-lhes nos descontos. Checos e portugueses somam quatro pontos cada, Espanha tem dois, Suíça ainda não pontuou.

Na próxima quinta-feira, Portugal defronta a Chéquia em Alvalade, joga depois no dia 09 de junho fora com os checos, antes de encerrar esta fase de grupos da Liga das Nações em setembro, com a receção à Espanha e uma deslocação à República Checa

Portugal, que venceu a primeira edição da Liga das Nações, em 2019, precisa de vencer o agrupamento para chegar à ‘final four’ da terceira edição, que se realiza de 14 a 18 de junho de 2023, com os vencedores dos quatro grupos da Liga A, sendo que os últimos de cada um dos agrupamentos descem à Liga B.

Momento-chave: Golo anulado a Seferovic despertou Portugal

A Suíça tinha entrado melhor no encontro e, logo no primeiro canto do jogo, marcou. A bola chegou à área de Rui Patrício e, depois de alguns ressaltos, Seferovic colocou a bola no fundo das redes. O VAR alertou o árbitro israelita Orel Grinfeeld de uma mão de Fabian Schar na jogada, o juiz reviu a jogada no monitor e anulou o golo. Depois só deu Portugal.

Arbitragem: VAR decisivo

Num jogo com poucos casos, o israelita Orel Grinfeeld teve ajuda do vídeo-árbitro para resolver duas más decisões que podiam ter efeito no resultado. Aos seis minutos deu golo para a Suíça, mas alertado pelo VAR, foi rever a jogada no monitor e anulou o tento de Seferovic já que a Schar jogou a bola com a mão.

Liga das Nações 2022: Portugal-Suíça
O motivo que levou o árbitro a anular o golo à Suíça créditos: @EPA/MARIO CRUZ

Aos 82 marcou grande penalidade a favor de Portugal, por falta sobre Nuno Mendes mas, mais uma vez, mudou a sua decisão. Depois de conversar com o VAR, marcou falta fora da área.

Os Melhores: Ronaldo 'cheira' a golo, laterais endiabrados e um grande Otávio

Cristiano Ronaldo entra nesta conta por ter marcado dois golos mas os vários falhanços do capitão podiam ter traído Portugal. Otávio voltou a fazer um jogaço, a pressionar, a ganhar bolas, a jogar e a fazer jogar os companheiros, sempre em prol da equipa. Um dos ganhos de Fernando Santos.
Os laterais de Portugal também estiveram em evidência, Cancelo mais na primeira parte embora tenha marcado no segundo tempo, Nuno Mendes mais na segunda, quando se soltou mais no seu corredor. Excelente jogo de William Carvalho, coroado com um golo. Coisa rara do médio na Seleção.

Uma palavra para o fantástico ambiente em Alvalade, com muitos jovens a apoiar a Seleção. Houve batucada para marcar o ritmo, palmas quando e gritos de 'Portugal, Portugal', quando a Suíça marcou e explosão de alegria quando o golo foi anulado pelo VAR. O público festejou com Cristiano Ronaldo com o 'Siiii', aplaudiu quem entrou e quem saiu. Bonita promoção do nosso futebol!

Em noite 'não': Defesa suicida

Murat Yakin ainda está a lançar as bases para o que poderá ser a Suíça dos próximos tempos (fez o primeiro jogo em setembro de 2021, apesar de já levar 11 encontros como selecionador). Mas jogar contra Portugal com uma linha defensiva tão alta, exigia defesas rápidos e coordenados com os médios e muita pressão sobre os lusos. Ora isso não se viu e Portugal pode colocar a bola nas costas da defensiva helvética com um certo à-vontade, tirando partido dos movimentos dos avançados mas também dos médios.

Reações

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