Depois de ter vencido o Fenerbahçe no Estádio da Luz, por 1-0, com um golo de Cervi, num jogo equilibrado, o Benfica rumou a Istambul para disputar a segunda mão da eliminatória.

Tal como aconteceu na primeira mão, o jogo entra Benfica e Fenerbahçe começou de maneira bastante equilibrada. Nenhuma das equipas parecia estar disposta a expor-se a riscos. Com o decorrer do jogo, o Fenerbahçe tentava cada vez mais pressionar os 'encarnados', no entanto não o conseguia fazer com sucesso e acabava por criar demasiados espaços para a equipa de Rui Vitória.

As duas equipas estavam então a um nível semelhante. Enquanto o Benfica se impunha mais no ritmo de jogo, o Fenerbahçe ameaçava em jogadas rápidas e em bolas paradas. A esta altura do jogo, a única oportunidade de golo tinha exatamente surgido do lado turco, na sequência de um pontapé de canto, enquanto que o Benfica ainda não tinha ameaçado a baliza de Demirel.

Embora a equipa turca mostrasse bastante vontade de continuar a tentar o golo, mostrava algumas dificuldades em passar do meio-campo do Benfica e, viam-se ainda obrigadas a recorrer a faltas para segurar o ataque dos 'encarnados' que começavam a crescer no jogo.

O primeiro golo da partida chegou pelos pés de Gedson Fernandes aos 26 minutos numa excelente jogada com Nicolás Castillo. O jogador chileno de 25 anos lançou a bola para Gedson que apareceu na grande área e, isolado, remata por cima do guarda-redes Demirel e para o fundo da baliza turca.

O golo do Benfica deixou os jogadores do Fenerbahçe afetados que, estáticos, mostravam não conseguir adaptar-se à forma de jogo da equipa de Rui Vitória. No entanto, o golo dos turcos surgiu ainda antes do intervalo. Numa bola longa pelo corredor esquerdo, Salvio não acompanha a jogada, André Almeida não consegue parar o lance por inferioridade numérica e Cervi é incapaz de travar Potuk no jogo aéreo, que acaba por marcar golo a Vlachodimos.

Depois do intervalo, o Fenerbahçe apareceu com vontade de dar a volta ao resultado e passar a eliminatória - precisavam de fazer três golos na partida para eliminar o Benfica. Os turcos ocupavam cada vez mais o meio-campo dos 'encarnados', que evidenciavam dificuldades em controlar a partida.

A segunda parte revelou uma superioridade da equipa turca, enquanto o Benfica se fechava para tentar conter o resultado favorável. Embora o Fenerbahçe estivesse melhor depois do intervalo, com mais posse de bola e mais oportunidades de golo, o Benfica manteve-se sólido e eficaz quando a partida assim o exigia.

Ainda não foi desta vez que os 'encarnados' saíram da Túrquia com uma vitória, mas, mesmo com dificuldades, o Benfica controlou melhor a partida que a equipa da casa e revelou mais consistência que o adversário.

O momento

O golo de Gedson Fernandes aos 26 minutos de jogo deu a vantagem ao Benfica. Numa grande combinação do jogador de 19 anos com Nicolás Castillo, Gedson superou o adversário e apareceu isolado em frente ao guarda-redes Demirel que não conseguiu conter o golo do Benfica.

A figura

O grande destaque da partida vai para Gedson Fernandes. Além de marcar o golo do Benfica, o médio deu intensidade ao jogo e apareceu sempre na altura certa. O jogador português foi eficaz na recuperação de bola, no ataque e a compensar a saída precoce de Castillo por lesão.

Os melhores

Além de Gedson, do lado turco, foi Elmas a dar nas vistas. Ainda mais novo que o jogador benfiquista, o médio macedónio de 18 anos mostrou ser o cérebro do Fenerbahçe. Empurrou constantemente a equipa turca para a frente e criou perigo para Vlachodimos.

Também do lado do Fenerbahçe, Alek Potuk criou algumas dificuldades a Odysseas Vlachodimos. O avançado turco marcou o golo do empate e demonstrou uma grande mobilidade.

Do lado do Benfica, Rúben Dias deu mais uma vez qualidade à defesa dos 'encarnados' e superiorizou-se ao adversário no jogo aéreo. Foi ainda uma peça essencial para a união da equipa a partir da retaguarda do Benfica.

Reações

Rui Vitória: "Esta foi a passagem da superação. Foi um empate saboroso e justo"

Rui Vitória e o golo de Gedson: "Agrada-me mas não me espanta"

André Almeida: "O Benfica foi a melhor equipa nas duas mãos"

Pizzi: "A equipa está de parabéns"

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