Equilíbrio muito equilíbrio num duelo de parada e resposta entre Benfica e PSV em partida a contar para a 1.ª mão do playoff da Liga dos Campeões. 10 remates para os encarnados, 11 para a equipa dos Países Baixos mas com o PSV com mais pontaria, ao enquadrar cinco remates. Contudo, o Benfica superou-se no capítulo da eficácia, com dois golos em quatro remates enquadrados. A posse pertenceu na maior parte do tempo ao PSV: 57% contra 43%.

Foi ao sétimo jogo da época que o PSV averbou a primeira derrota e frente ao Benfica, veremos o que pode acontecer na segunda mão. Uma coisa é certa, a eliminatória está completamente em aberto. Com o resultado desta quarta-feira, o Benfica igualou o melhor arranque desde 1983/94, quando na altura era orientado por Sven-Göran Eriksson, ao almejar o quinto triunfo consecutivo em jogos oficiais.

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E que Benfica foi este que se apresentou na Luz, com o estádio tão pintalgado de vermelho e tão vivo fruto do entusiasmo dos adeptos. A primeira e segunda parte tiveram toadas distintas . Viu-se um Benfica tremendamente mortífero no contra-ataque, agressivo a defender e a não dar grandes veleidades ao PSV, apesar dos visitantes terem tido quase sempre mais bola. O primeiro golo surgiu por Rafa, ainda a poeira assentava e os dois emblemas travavam conhecimento entre si. O segundo aconteceu já no final da primeira parte, por Weigl, numa altura em que a equipa de Roger Schmidt carregava à procura do empate. 'Saiu-lhes o tiro pela culatra'. Na segunda parte viu-se muito mais PSV, uma equipa com jogadores talentosos como Mario Gotze, Madueke, Zahavi e Gakpo. E claro não esqueçamos o 'nosso' Bruma. Zahavi ainda assustou na primeira parte, com um golo de bandeira, prontamento anulado. Gakpo reduziu na segunda parte e trouxe emoção ao jogo. Madueke foi sempre um osso duro de roer para Grimaldo.

O Benfica jogou quase sempre na expetativa, como se sentisse que o golo poderia estar próximo. Organização e saída a partir do trio de centrais: Otamendi, Veríssimo e Morato. João Mário a ligar o jogo. Pizzi tremendo na ligação com o endiabrado Rafa. Yaremchuk a assistir. Perigosos na frente, os holandeses eram 'tenrinhos' lá atrás, demonstrando incapacidade para anular as movimentações dos jogadores mais ofensivos do Benfica.

Feito o resultado na 1.º parte, os encarnados começaram a descansar demasiado cedo ou então foi mesmo o PSV que não deixou a partida congelar, que seria a pretensão dos comandados de Jesus. Os visitantes entraram mandões no segundo tempo. É certo que o terceiro golo podia ter aparecido por Yaremchuk, mas o PSV trabalhava para merecer outro resultado. E aí Vlachodimos respondeu à altura com um punhado de boas defesas. Com o golo da equipa da cidade de Eindhoven, o Benfica baixou linhas e tentou moderar intensidade. O jogo manteve-se vivo, mas passou a ser jogado mais longe das balizas. Bruma entrava, tentava mexer com o jogo. Jesus também fez render as tropas, com André Almeida, Meité, mais tarde Gonçalo Ramos. Contudo, não mais o PSV criou perigo. E é o Benfica que está em vantagem para a partida da segunda mão do playoff.

Momento

O golo de Weigl apontado ao minuto 42´. O PSV estava a pressionar o Benfica à procura do golo e contracorrente do jogo, os encarnados puderam respirar e levar na algibeira uma vantagem tranquila para o intervalo.

Melhores

Rafa

Muitas dificuldades sentiram os jogadores do PSV para o parar. Abriu o marcador, podia ter assistido os colegas para mais golos e conseguiu quase sempre iludir os adversários com sua velocidade e técnica.

Noni Madueke

Fixem este nome. O inglês de 19 anos certamente irá dar que falar nos próximos tempos. Deu água pela barba a Grimaldo e as suas incursões pelo lado direito causaram sempre imenso 'frisson' junto à baliza de Vlachodimos. Acabou por perder gás no segundo tempo.

Gakpo

Um dos mais inconformados por parte dos visitantes. Muito insistiu para que o resultado fosse outro e acabou contemplado. Marcou um excelente golo num bom pontapé que ainda acabou por desviar em Otamendi.

Pizzi

Esteve em bom nível o capitão do Benfica, sobretudo nas combinações com Rafa na primeira parte. Ajudou a criar desequilíbrios na defensiva da equipa orientada por Roger Schmidt.

Reações

Jorge Jesus satisfeito com a equipa, Pizzi lamenta oportunidades perdidas para o 3-0

Ramalho: "No primeiro tempo, poderíamos ter feito melhor"

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