“A relação com os ‘rossoneri’ foi difícil, mas, apesar da rivalidade, houve sempre respeito mútuo, especialmente com jogadores, equipa técnica e dirigentes do AC Milan. Por isso, acredito que não vou jogar em casa do inimigo”, vincou o antigo técnico do Inter, que partilha o estádio com o AC Milan.

Na antevisão do desafio da quarta jornada do Grupo G da Liga dos Campeões, Mourinho admitiu, no entanto, esperar natural animosidade: “É óbvio que não me vão olhar com simpatia, mas penso que não haverá qualquer sentimento negativo”.

“É um jogo importante, no qual tenho de controlar as emoções. Vou tentar não sentir nada de especial, mas é difícil”, acrescentou, lembrando os “anos esplêndidos” passados no Inter, com o qual foi campeão italiano e europeu em 2009/10.

O português gosta de rever o estádio onde jogava habitualmente e revelou o desejo de encontrar “brevemente” a sua antiga equipa, à semelhança do que fez com FC Porto e Chelsea, clubes que treinou e já defrontou após os ter deixado: “Devo esquecer o que não faz parte do jogo, preparar-me para controlar as emoções”.

“Espero ter a sorte de defrontar o Inter proximamente, para ver S. Siro cheio de ‘interistas’ em vez de adeptos ‘milanistas’. Os adeptos do Inter devem agradecer-me, mas eu devo fazer-lhes o mesmo, pois vivi aqui dois anos fantásticos”, prosseguiu.

Além do apuramento para os oitavos de final, os “merengues” procuram também vencer pela primeira vez no S. Siro: “Que o Real Madrid nunca tenha ganho neste estádio é mais um factor de pressão que faz com que seja muito difícil jogar aqui”.

“O Real Madrid sempre teve grandes equipas e nunca ganhou aqui porque é difícil. É um estádio em que os adeptos ajudam muito a equipa. Em casa são muito fortes”, destacou.

Apesar de elogiar a qualidade do AC Milan, Mourinho considera que o rival também está “preocupado” com o poderio do Real Madrid, ciente de que este também pode vencer: “Todos temos a obrigação de proporcionar um grande jogo”.

“Esperamos um adversário mais forte do que há duas semanas (perdeu 2-0 em Madrid), com mais vontade e consciente de que com nove pontos pode classificar-se. Não é um jogo decisivo para eles, mas importante em termos psicológicos”, frisou.

Quanto ao seu Real Madrid, que lidera o campeonato em Espanha, revelou o orgulho de quem “está bem para uma equipa em construção, com tantos jogadores novos, outra forma de pensar e trabalhar”.