A Seleção Nacional sub-20 falhou a passagem às meias finais do Mundial da categoria, após derrota com o Uruguai no desempate por grandes penalidades, depois de ter terminado o tempo regulamentar com o resultado fixado em 2-2.

Portugal não podia ter pedido melhor início no encontro, com Xande Silva a inaugurar o marcador logo ao primeiro minuto: recuperação de bola de Bruno Xadas, a lançar a velocidade de Xande Silva. O jogador do Vitória de Guimarães, na cara do guarda-redes Santiago Mele, picou a bola e fez o primeiro da partida.

A formação adversária, contudo, não baixou os braços e chegou ao empate ao minuto 16, por intermédio de Santiago Bueno: canto cobrado por Frederico Valverde, ainda há um primeiro remate à trave, com a bola a sobrar para Santiago Bueno que só teve de empurrar para o fundo da baliza portuguesa.

A poucos minutos do intervalo, Portugal chegou ao 2-1 num momento de absoluta inspiração de Diogo Gonçalves, a receber no corredor esquerdo, fletindo de seguida para o meio e a rematar em arco para o poste mais distante. A reação de Emílio Peixe, a levar as mãos à cara, incrédulo, disse tudo.

Logo no início da segunda parte, o Uruguai voltou a chegar à igualdade, na conversão de uma grande penalidade, a castigar falta imprudente de Yuri Ribeiro. Frederico Valverde não hesitou e fez o primeiro golo neste Mundial.

O resultado manteve-se inalterável até ao prolongamento, com algumas boas oportunidades de parte a parte. Nesta altura, Portugal tentava um futebol mais apoiado e a jogar desde a defesa, ao passo que o Uruguai procurava sair mais em transições rápidas. Aos 87 minutos, Gedson Fernandes esteve muito perto do 3-2, com um remate potente, de longe, a obrigar Santiago Mele a uma grande defesa. Foi a melhor oportunidade de Portugal neste segundo tempo.

Veio o prolongamento e o nervosismo começava a tomar conta das duas equipas, que arriscavam pouco na procura do golo. Como consequência, Diogo Dalot, uma das estrelas da equipa das quinas, viu o cartão amarelo, falhando assim o encontro das meias-finais. O marcador teimava em não se alterar e o espectro das grandes penalidades começava a ganhar forma. E assim foi.

Na marcação de grandes penalidades, o Uruguai acabou por reagir melhor à pressão, tendo agora pela frente a Venezuela nas meias-finais.

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