Marrocos igualou hoje o segundo melhor registo de uma seleção fora da Europa ou da América do Sul no Mundial de futebol, ao replicar, 20 anos depois, o quarto lugar conseguido pela coanfitriã Coreia do Sul em 2002.

Com um desaire por 2-1 face à Croácia, que acabou no terceiro posto, depois do segundo lugar de 2018, a formação do norte de África falhou o pódio mas já tinha feito história, ao tornar-se a primeira seleção do seu continente a chegar às ‘meias’.

A seleção marroquina não conseguiu, assim, igualar o registo dos Estados Unidos, que ficaram no terceiro lugar da edição inaugural, em 1930, no Uruguai, no único registo que contraria o monopólio de pódios das equipas da UEFA e CONMEBOL.

No que respeita à final, essa continua a ser um exclusivo de europeus e sul-americanos, que voltam a partilhar o jogo decisivo da edição de 2022, no domingo, em Lusail, no Qatar, onde estarão a França, campeã mundial em título, e a Argentina.

Para chegar ao quarto posto, Marrocos começou por ganhar o Grupo F, à frente de Croácia (0-0), Bélgica (2-0) e Canadá (2-1), para, depois, superar a Espanha (3-0 nos penáltis, após 0-0 nos 120 minutos), nos ‘oitavos’, e Portugal (1-0), nos ‘quartos’.

Nas meias-finais, os africanos não conseguiram fazer história, com o apuramento para a final, ao perderem por 2-0 face à França, para hoje, cederem face à Croácia por 2-1, de nada valendo o tento de Achraf Dari.

Assim, resistiu o recorde dos norte-americanos, que também venceram o seu grupo da primeira fase do Mundial de 1930, impondo-se a Bélgica (3-0) e Paraguai (3-0), para, depois, caírem nas meias-finais, goleados por 6-1 pela Argentina.

Como, então, não havia jogo de ‘consolação’, o terceiro posto foi atribuído aos Estados Unidos pela melhor diferença de golos em relação à Jugoslávia (7-6 contra 7-7), que também somou dois triunfos e um desaire, igualmente por 6-1 nas meias-finais, no seu caso perante o Uruguai.

Este terceiro posto jamais foi replicado, com Marrocos a ficar perto no Qatar, mas a não o conseguir, logrando, ainda assim, o segundo melhor registo de sempre entre ‘outsiders’, o quarto posto da coanfitriã Coreia do Sul, com muito polémica, em 2002.

Não contabilizando o facto de os sul-coreanos terem tido muita ajuda arbitral, em variados jogos, os seus resultados acabam por ser os melhores de sempre de um ‘outsider’, com três vitórias, perante Polónia, Portugal e Itália, dois empates – um, com a Espanha, transformado em triunfo nos penáltis - e duas derrotas.

Os sul-coreanos começaram por ganhar o Grupo A, ao vencerem a Polónia por 2-0, empatarem 1-1 com os Estados Unidos e, no jogo decisivo, no qual lhes bastava nova igualdade, superarem Portugal, que acabou como nove jogadores, por 1-0.

A eliminar, a equipa então dirigida pelo neerlandês Guus Hiddink logrou duas vitórias tão inesperadas como controversas, primeiro face a Itália, por 2-1, com um ‘golo de ouro’, e depois perante a Espanha, nos penáltis (5-3), após 120 minutos sem golos.

Num país em estado de loucura coletiva, já tudo parecia possível, mas, nas meias-finais, o sonho da Coreia do Sul desmoronou-se perante a Alemanha (0-1), seguindo-se, no jogo do ‘bronze’, um desaire com a Turquia (2-3).

Além de Estados Unidos e Coreia do Sul, mais nenhum ‘outsider’ tinha chegado às ‘meias’, sendo que o terceiro lugar do ‘ranking’ era do México, sexto nas duas históricas competições que organizou, em 1970 e 1986, na consagração de Pelé e Maradona.

Por seu lado, Camarões, em 1990, Senegal, em 2002 e Gana, em 2010, somaram todos sétimos lugares e eram os melhores de África, registo que agora perderam para Marrocos.

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