A Alemanha já não é o que era. O protótipo de uma equipa forte fisicamente, organizada e disciplinada foi refinado pela classe e talento de uma nova geração que promete um futuro brilhante à ‘Mannschaft’. Pelo menos, o presente escreve-se já com as meias-finais do Mundial 2010, onde encontrará Espanha ou Paraguai.

A Cidade do Cabo assistiu hoje a uma autêntica lição de futebol, a mesma que os alemães já tinham dado à Inglaterra e que Diego Maradona atribuiu à falta de réplica e facilitismo dos ingleses. Hoje, nem ‘Diós’ valeu aos argentinos.

A Alemanha entrou logo a ganhar, com um golo do jovem Thomas Mueller. O avançado, de 20 anos – forte candidato a melhor jogador jovem do torneio -, cabeceou na sequência de um livre de Schweinsteiger, deixando o guardião Romero mal na fotografia.

Aliás, a equipa germânica entrou em grande estilo, com o seu carrossel ofensivo – Podolski, Oezil e Mueller - a baralhar a defensiva das pampas, que apenas via jogar. Klose teve aos 23’ o segundo golo nos pés, mas o remate saiu por cima da baliza. Tal falhanço pareceu dar alguma esperança à equipa de Messi, que esboçou uma ténue reacção. Todavia, Tevez, Di María ou Higuaín estiveram muito longe do seu melhor nível.

A Argentina ainda conseguiu marcar, mas o lance aos 36 minutos foi bem invalidado por fora-de-jogo de Tevez no momento do passe para Higuaín.
Com a vantagem ao intervalo, adivinha-se um assalto argentino à baliza de Neuer no regresso dos balneários. Dito e feito. A pressão argentina intensificou-se, mas a Alemanha não perdeu em nenhum momento o controlo do encontro.

O contra-ataque assentava que nem uma luva à vontade alemã para assim espalhar o pânico. A rapidez na saída para o ataque não encontrava oposição do outro lado e Klose fez o 2-0 aos 68 minutos, encostando para a baliza uma bela assistência de Podolski, na sequência de uma boa jogada entre Khedira e Mueller.

A Alemanha entrou então em ritmo de cruzeiro e embalou para uma goleada, tal como já fizera diante da Austrália ou da Inglaterra.
Aos 74’ foi a vez de Friedrich assinar o terceiro golo germânico, depois de Schweinsteiger ter rasgado a defesa argentina.

No entanto, a chapa 4 é o resultado preferido da Alemanha neste Mundial e Klose fechou as contas com uma boa finalização a uma assistência primorosa de Oezil.

Nem Messi, que passou ao lado do jogo, ou Maradona, foram capazes de salvar a Argentina, que caiu com estrondo neste Mundial.

A marcha alemã continua, agora reforçada com um estatuto de peso, depois de deixar pelo caminho Inglaterra e Argentina. Paraguai ou Espanha que se cuidem…

Seja o melhor treinador de bancada!

Subscreva a newsletter do SAPO Desporto.

Vão vir "charters" de notificações.

Ative as notificações do SAPO Desporto.

Não fique fora de jogo!

Siga o SAPO Desporto nas redes sociais. Use a #SAPOdesporto nas suas publicações.