O regresso da Liga inglesa de futebol pode ser inviabilizado caso os clubes não cheguem a um acordo quanto à realização de jogos em estádios neutros, alertou o presidente da Associação de Treinadores.

“O tempo não está do nosso lado e os treinos precisam de acontecer muito rapidamente”, disse Richard Bevan, em entrevista à rádio BBC, num momento em que se espera, na segunda-feira, que os clubes tomem uma posição em relação aos estádios.

A ideia é a de existir uma concentração da Liga apenas em alguns estádios, sendo necessário que 14 dos 20 clubes votem favoravelmente, algo que Aston Villa, Brighton e West Ham não estarão dispostos a aceitar.

Questionado se uma votação contra estádios neutros poderá levar ao cancelamento definitivo da época 2019/20, Bevan entende que será esse o caminho: “sim, penso que provavelmente é o que acontecerá”.

“O governo, isto se não o fez já, irá ser muito claro em relação aos estádios lotados e irá questionar se o distanciamento social pode ser aplicado”, defendeu o responsável pela Associação de treinadores.

A Liga inglesa foi suspensa em 13 de março, à semelhança de outros campeonatos na Europa, devido à pandemia da COVID-19, e o ‘Projeto Reinício’ tenta encontrar uma solução para um regresso em meados de junho.

Na sexta-feira, os clubes reiteraram a vontade de retomarem a época “quando for seguro e apropriado”, mas a hipótese de estádios neutros está a dividir os emblemas da ‘Premier’, com alguns a entenderem isso como uma desvantagem.

O Brighton considera que essa solução fere a “integridade” da Liga, e o diretor-executivo do Aston Villa, Christian Purslow, disse hoje que a equipa teria ainda seis jogos por disputar em casa e abdicar disso não será fácil.

“Qualquer adepto do Aston Villa concordaria que é uma decisão tremenda e eu certamente não concordaria, a não ser que seja nas circunstâncias corretas”, adiantou Purslow.

Inglaterra, Espanha, Itália, Portugal e Alemanha estão entre os países que ensaiam o regresso dos campeonatos nacionais de futebol, ao contrário do ocorrido em França e nos Países Baixos, que cancelaram as competições

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de COVID-19 já provocou mais de 254 mil mortos e infetou quase 3,6 milhões de pessoas em 195 países e territórios. Mais de um 1,1 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

O Reino Unido regista até hoje 29.427 mortos e perto de 200 mil casos de pessoas que foram infetadas com o novo coronavírus.

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