A FIFA tomou partido no diferendo entre José Mourinho e Eva Carneiro, do staff médico do Chelsea.

Numa entrevista publicada no semanário "The FIFA Weekly", Jiri Dvorak, diretor do departamento médico da FIFA abordou a questão, respondendo a uma pergunta sobre o "papel do pessoal médico" e as suas "relações com o treinador".

Dvorak sublinhou que quando o árbitro autoriza, "a equipa médica deve correr sobre o relvado para prestar assistência ao jogador" que esteja magoado. O diretor do departamento médico da FIFA recorda que staff médico "pode entrar em campo sem ser chamado", em casos de presunção de paragem cardíaca ou comoção cerebral.

Ainda na mesma entrevista Dvorak lembra que numa situação de diagnóstico clínico, "o treinador não tem nada a dizer. A decisão cabe unicamente ao médico e nós – a FIFA – iremos sempre nesse sentido", sublinhou.

O diretor do departamento médico da FIFA desaprova assim a tomada de posição de José Mourinho.

"Se nós deixamos os treinadores intervir, nós expomo-nos a uma situação onde um jogador poderá ter um problema grave de saúde devido à ausência de cuidados médicos. Mais, será o médico quem será considerado responsável, não o treinador", atirou.

Recorde-se que Eva Carneiro foi afastada do banco do Chelsea por José Mourinho, depois do empate caseiro frente ao Swansea, na primeira jornada da Liga Inglesa. Eva Carneiro entrou em campo para assistir Hazard, que estava no chão com dores, o que obrigou o jogador a sair de campo para continuar o tratamento. Mourinho não gostou já que deixou a equipa com menos dois em campo [Courtois já tinha sido expulso], numa altura em que o Swansea tentava a vitória.

A intervenção do técnico do Chelsea foi duramente criticada em Inglaterra, principalmente pela associação dos médicos da Premier League.

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