Numa entrevista à agência Lusa, Sérgio Conceição fez um balanço positivo dos quatro meses e meio de trabalho na formação algarvia e falou do «resultado histórico» que o oitavo posto alcançado na Liga portuguesa de futebol representou para o Olhanense, quando se assinalam 100 anos sobre a sua fundação.

«Já estamos a pensar na próxima época, estamos a estruturar bem as coisas, a tentar formatar da melhor maneira todo um plano que tem de ser bem feito, porque a pré-epoca e os jogadores que vou escolher vão ser muito importantes, até porque a responsabilidade é maior, uma vez que vou ser eu a escolher a equipa, o plantel, como vamos trabalhar, e isso tudo, por si só, traz mais responsabilidade», afirmou o treinador.

Sérgio Conceição, que substituiu Daúto Faquirá no comando técnico dos algarvios a partir de janeiro, garantiu, no entanto, que gosta de «desafios difíceis» e traçou como objetivo «a permanência» do Olhanense na primeira divisão

«Não pensamos nem entramos numa linha de pensamento que não seja só a manutenção. E vai ser uma luta interessante, pela primeira vez como treinador principal vou pegar numa equipa desde o início e isso para mim vai ser um desafio fantástico», acrescentou.

O treinador do clube algarvio considera ser «fundamental ficar com a base da equipa», mas sublinhou que «os clubes pequenos vivem um pouco à custa de algumas dispensas dos grandes», lamentando a perda de jogadores como Wilson Eduardo, «que tem de voltar ao Sporting», de Salvador Agra, «que foi vendido para o Betis» de Sevilha, ou de Fernando Alexandre, «que tem contrato com o [Sporting de] Braga». 

Sérgio Conceição sabe que «um clube como o Olhanense tem que fazer negócio se tem algum jogador que dá nas vistas», porque «tem que viver e conviver com muitas dificuldades» financeiras, situações que, por vezes, «não são fáceis de gerir e programar».

O técnico reconheceu que a sua «vontade era ficar com esses jogadores que foram muito importantes», mas acrescentou que sabe a realidade e, apesar destas saídas, está confiante na formação de «um plantel competitivo» para alcançar os objetivos.

Relativamente à época transata, Conceição fez um balanço positivo, considerando que o clube alcançou um resultado «histórico» e foi um ano «inesquecível» a título pessoal, para o grupo de trabalho e para o Olhanense «num ano importante do seu centenário».

O antigo internacional português atribuiu este resultado a um conjunto de fatores, como «um grupo de trabalho com alguma qualidade, muita vontade, uma crença muito grande», e à exigência que tem «por natureza», que «trás mais qualidade e permite evoluir».

«A resposta foi mais do que positiva, está à vista de toda a gente a equipa competitiva que temos, que sabe a qualidade que tem e o que tem que fazer para ganhar os jogos, uma equipa compacta, coesa e com um espírito de grupo fantástico. E penso que isso foi fundamental», acrescentou.

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