O treinador do Sporting de Braga, Abel Ferreira, garantiu hoje que "não há dinheiro nem clube nenhum" que, neste momento, o retire da liderança da equipa minhota, terceira classificada da I Liga portuguesa de futebol.

O técnico dos ‘arsenalistas’ respondeu desta forma a uma pergunta que lhe foi colocada no congresso World Scouting, que decorreu no Porto e onde foi um dos oradores convidados, num painel dedicado ao tema "janelas de transferências".

"Não há dinheiro nem clube nenhum que me tire do Sporting do Braga. O único que o pode fazer é o presidente [António Salvador] e para me tirar vai ter que pagar até ao fim", disse o treinador, quando foi confrontado, pela plateia, com um hipotético convite do Real Madrid ou do FC Barcelona.

Durante o congresso, Abel Ferreira abordou, também, a questão da luta pelo título nacional, considerando "não ser justo criar essa pressão na equipa".

"É um sonho, legítimo, mas não é um objetivo assumido. Se vai acontecer, não sei. Mas a meta que traçamos é garantir um lugar nos quatro primeiros da classificação. É para isso que trabalhamos e foi assim que fomos jogar a casa de um adversário fortíssimo no último jogo", apontou.

Numa menção mais específica ao tema que deu mote à palestra em que participou [a janela de transferências], o treinador do Sporting de Braga defendeu a antecipação do fecho do ‘mercado de verão’ para julho, antes do arranque da preparação das equipas para a nova época.

"Não é fácil manter 22 jogadores focados numa competição quando a dois dias do jogo decisivo há empresários a ligar-lhes com ofertas para ir ganhar muito mais para outro clube", lembrou Abel Ferreira, aludindo à precoce eliminação nos ‘play-off’ da Liga Europa, esta temporada.

Nesse sentido, mesmo não assumindo um particular gosto pelo período de transferências de inverno, o técnico dos ‘arsenalistas' defendeu dois momentos claros para o efeito.

"Por mim haveria mercado de janeiro e mercado de julho. Quem está, está. Quem saiu, saiu", afirmou.

Abel Ferreira partilhou, ainda, a crescente dificuldade do Sporting de Braga em contratar jogadores noutros clubes da liga portuguesa, falando numa subida generalizada dos preços.

"No mercado português vende-se muito caro o produto e potencia-se pouco o valor económico do jogador. Além disso, há uma discrepância entre o que se pede por um jogador e o que se lhe paga. Deve pagar-se bem aos protagonistas desta indústria", analisou.

Nesse âmbito, o treinador do emblema minhoto deu o exemplo de como o clube se antecipou na contratação de jogadores como Paulinho (ex-Gil Vicente) ou João Novais (ex-Rio Ave), confessando que já não foi a tempo de recrutar Krovinovic, que, entretanto, foi contratado pelo Benfica ao Rio Ave.

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