Dois dias: foi todo o tempo de que o novo treinador do FC Porto, José Peseiro, dispôs até ao encontro com o Marítimo para tentar corrigir erros na equipa e potenciar aquilo que já havia de bom. Difícil seria, portanto, que os 'dragões' apresentassem uma cara distinta já este domingo. Ainda assim, os 'dragões' fizeram o indispensável.

A equipa escolhida por Peseiro, pelo menos olhando para a ficha de jogo, era a equipa-tipo de Lopetegui. A meio-campo, porém - e só depois de a bola começar a rolar foi difícil perceber isto - Peseiro começou já a imprimir pequeanas mudanças na estratégia. Danilo e Herrera ocuparam posições recuadas e André André ficou solto em zonas mais ofensivas. O ajuste permite que Brahimi e Corona apareçam com mais frequência em zonas centrais, por troca com André, que descai com mais frequência para os flancos.

Os retoques ainda não deram todos os frutos que poderão vir a dar no futuro, mas permitem começar a perceber aquilo que Peseiro quer tentar corrigir neste FC Porto: a posse de bola sem consequência e os ataques previsíveis. Se o conseguirá, só o tempo dirá, mas para já a liberdade concedida a André André já deu ao médio um golo muito importante, embora apontado 'a meias' com o guarda-redes Salin.

Para já, o treinador português conseguiu o essencial para ganhar algum crédito entre os adeptos céticos: os três pontos. Afinal, é por triunfos que os adeptos portistas suspiram, triunfos que permitam continuar na corrida aos lugares cimeiros da tabela. E numa jornada em que os rivais venceram e que surge como fulcral ponto de transição para este FC Porto pós-Lopetegui, o essencial para Peseiro era mesmo assegurar a vitória, por mais magra que fosse.

O técnico tem ainda muito trabalho pela frente, como foi possível vislumbrar durante todo o encontro. Na defesa continua a haver desconcentrações injustificáveis - Layún esteve particularmente desastrado - e na frente de ataque mantém-se um Aboubakar com tendência para o 'desaparecimento' em campo. No miolo, Danilo raramente falhou mas Herrera esteve em clara noite não, com demasiados passes falhados. O próprio José Peseiro admitiu as debilidades da equipa no final do encontro, assegurando porém que o grupo irá crescer nos próximos desafios.

Também no banco de suplentes do Marítimo houve uma estreia, um regresso de um histórico do futebol português. Nelo Vingada nunca teria uma missão fácil no Dragão mas mais difícil tudo se tornou com o elevado número de jogadores indisponíveis. Ainda assim, a equipa madeirense ofereceu boa réplica ao FC Porto e com mais sorte num ou noutro lance poderia ter deixado o terreno do FC Porto com um resultado favorável.

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