Com um clássico que pode ser decisivo para o desfecho final da Primeira Liga já na próxima jornada, o FC Porto não podia tropeçar e não só não tropeçou como a viagem a Setúbal foi um 'passeio' para a equipa de Sérgio Conceição, que regressou à cidade invicta com mais três pontos depois de vencer o Vitória de Setúbal por 0-4.

O Jogo: Sentido único

Sérgio Conceição fez alterações ao onze que tinha apresentado no último jogo da I Liga frente ao Gil Vicente com as saídas de Romário Baró e Marega para a titularidade de Luís Diaz e Otávio.

Otávio foi de resto o jogador que mais rapidamente começou a causar perigo às hostes da casa, com o remate aos 9 minutos a passar ao lado da baliza sadina.

O FC Porto mostrou desde o início ao que vinha, dominando o jogo desde o início e dando pouco tempo ao Vitória para respirar e para fazer uma exibição ao nível das que tem vindo a realizar esta temporada.

O único 'ar da sua graça' que a equipa sadina deu na primeira parte foi quando, aos 28 minutos, Carlinhos colocou a bola em Mansilla que fez o 'chapéu' a Marchesin, 'chapéu' que saiu demasiado alto, mas que mesmo que tivesse sido certeiro, não teria valido uma vez que o jogador argentino estava fora de jogo quando recebeu o passe.

O golo portista era uma questão de tempo e ele acabou por surgir aos 39 minutos, quando Corono aproveitou da melhor forma um mau alivio da defesa sadina e rematou para o primeiro da partida.

O Vitória não conseguia responder e o FC Porto acabou por fazer o segundo ainda antes do final da primeira parte, quando Sérgio Oliveira com um grande passe, coloca em Alex Telles que deixa o defesa sadino para trás e bate Makaridze para o 0-2.

As equipas retomaram aos balneários, com um resultado que se justificava, ainda que pudesse pecar por pouco, uma vez que o domínio dos 'dragões' ao longo do primeiro tempo não faria estranhar uma vantagem mais alargada.

Os jogadores retomaram ao terreno de jogo, sem alterações nas equipas. O que também não sofreu alterações, foi o domínio do FC Porto que chegou ao terceiro golo ao terceiro minuto da segunda parte.

Jogada de insistência de Manafá que entre tabelas com colegas percorre grande parte do relvado e faz um passe cirúrgico para Soares, Artur Jorge falha o corte e a bola sobra para o avançado brasileiro, que foge ao guardião sadino e volta a fazer balançar as redes no Estádio do Bonfim ao 48 minutos.

Com o golo da tranquilidade o FC Porto baixou o ritmo da partida e Sérgio Conceição começou a trocar o trio de amarelados que estava em risco de ficar de fora da próxima partida caso completassem a série de cinco amarelos. Aos 59' Corona foi o primeiro a sair para dar o lugar a Baró, seguiu-se Soares (68') para dar lugar ao regressado Zé Luís, que não entrava em campo desde 19 de dezembro e por último Vitinha entrou para render Alex Telles aos 68 minutos.

Vitória teve o seu melhor momento na partida nos últimos dez minutos quando Sílvio obrigou Marchesin a atirar para canto aos 84' e Carlinhos, ao minuto 85, obrigou Marchesin à defesa, após uma bomba de fora de área.

A verdade é que mesmo com este momento mais do Vitória 'cheirou' sempre mais a 0-4 do que a 1-3 no Bonfim, o que se veio a confirmar já depois do minuto 90 quando Luís Diaz, após passe de Otávio, tira Pirri da frente e remata para o seu primeiro golo em seis partidas.

O colombiano fechou as contas do FC Porto e as contas dos dois primeiros lugares da I Liga, com os 'dragões' a manterem os sete pontos de distância para o líder Benfica, antes do duelo entre os dois eternos rivais no próximo fim de semana.

O momento: Min 38, golo de Corona

Desde o início que o FC Porto mostrou ao que vinha, a criar perigo sempre que se aproximava da grande área sadina. O Vitória de Setúbal aguentou-se durante quase 40 minutos, mas "Tantas vezes vai o cântaro à fonte..." Corona foi o responsável por abrir as hostilidades e fazer o marcador mexer pela primeira vez no Bonfim.

O melhor: Corona

O mexicano fez o primeiro da partida e foi criando perigo ao longo do tempo que esteve em campo obrigando a defesa sadina a atenção redobrada, com dois remates à baliza. Saiu aos 59 minutos para prevenir um possível quinto amarelo que o colocava de fora da próxima partida.

O pior: Vitória FC

Irreconhecível o Vitória que se apresentou este sábado. Muito permeável na defesa, há muita culpa própria nos primeiros dois golos do FC Porto, como o próprio Júlio Velazquez admitiu na conferência após a partida. A 'bomba' de Carlinhos já aos 85 minutos foi o único lance sadino que merece o rótulo de perigoso.

Reações

Sérgio Conceição: "Hoje fizemos muitas coisas bem"

Corona: "Vínhamos aqui dar uma boa resposta e foi isso que fizemos"

Júlio Velázquez e as opções tomadas: "Quando sai bem tudo bem és o Maradona"

Zequinha: "Temos de tirar as ilações do que fizemos de menos bom"

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