O Arouca apresentou uma candidatura à Federação Portuguesa de Futebol (FPF) para a criação de um centro de formação e campo de treinos, mas não teve comparticipação, disse à agência Lusa o presidente do clube.

"O campo de treinos é para fazer na mesma", disse Carlos Pinho, acrescentando: "Não é a recusa da FPF que nos vai parar. Estou triste, não era isto que esperava, que me rejeitassem o projeto que deu muito trabalho ao Arouca e à Câmara Municipal."

A candidatura foi apresentada a 30 de maio e o projeto, concebido pela Câmara Municipal de Arouca, tinha como objetivo dotar a equipa sénior de um campo de treinos e dar melhores condições de trabalho aos escalões da formação.

A obra teria um custo aproximado de 400 mil euros, mas, no final de novembro, o clube foi informado de que tinha ficado de fora dos 120 clubes apoiados pela FPF. O líder do clube arouquense vai agora procurar junto da edilidade local uma solução para avançar com o projeto.

"Vamos tentar agendar uma reunião com a Câmara o mais depressa possível e tentar encontrar uma solução para o campo ser feito", afirmou Carlos Pinho.

Da parte da autarquia, o presidente Artur Neves mostrou-se disponível "para procurar uma solução dentro das limitações conjunturais da Câmara Municipal".

Contactada pela Lusa, a FPF revela que recebeu "526 projetos e que, após uma análise criteriosa, efetuada por uma entidade independente", foram contemplados 120 dos apresentados em candidatura.

Recorde-se que a FPF vai apoiar os projetos apresentados pelos clubes em mais de três milhões de euros, conseguidos com a venda da sua antiga sede, na Praça da Alegria, em Lisboa.

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