Esse plano, que já fora aprovado pela AG do clube a 15 de Dezembro por larga maioria, irá permitir à SAD do Benfica, caso a AG de hoje também o aprove, sair da situação de falência técnica em que se encontra, passando a ter capitais próprios positivos de 28 milhões de euros em vez dos 11,8 milhões negativos com que encerrou o último exercício.

De acordo com a proposta, esses 28 milhões de euros representam 25 por cento do capital social da SAD, que passará de 75 para 115 milhões, ou seja, um aumento de 40 milhões.

No mesmo plano está projectado o reforço da posição do clube na SAD, directa e indirectamente, passando de 51 por cento para 68 - 40 por cento do clube, mais 28 por cento da Benfica SGPS -, o que fará disparar o passivo do Grupo para 497,3 milhões de euros.

O passivo da SAD aumentará para 246,8 milhões, enquanto o do clube sofrerá uma redução de 84,2 milhões (era de 162,2 milhões e passa para 78 milhões).

Ao mesmo tempo, o clube deixa de dever 77,1 milhões de euros à SAD, à Benfica Estádio e à SGPS, passando a ser credor de 5,1 milhões da SAD.

A direcção do clube recebera também "luz verde" da AG para concretizar a fusão da Benfica Estádio com a SAD, embora esta operação esteja dependente do "Project finance".

A necessidade da aprovação do plano de reestruturação financeira pelas assembleias gerais do Benfica e da SAD decorre do facto daquele envolver o clube e todo o grupo empresarial.

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