Um total de 116 jogadores atingiram os cinco amarelos na edição 2020/21 da I Liga portuguesa de futebol, até à 33.ª jornada, e todos cumpriram um jogo de suspensão: todos, menos o campeão Palhinha.

O médio do Sporting viu o cartão amarelo na primeira jornada, na sexta, na nona, na 10.ª, na 15.ª, na 26.ª e na 31.ª, num total de sete, mas pôde sempre jogar, depois de uma ‘incursão’ aos tribunais para ‘limpar’ o quinto e defrontar o Benfica.

O caso remonta à 15.ª jornada, com o Sporting a deslocar-se ao Bessa, para defrontar o Boavista, com Palhinha, um jogador essencial no meio-campo ‘leonino’, com quatro amarelos e, logo, em risco, de chegar ao quinto e falhar o dérbi, da 16.ª.

Para prevenir tal situação, o treinador ‘leonino’, Rúben Amorim, deixou o jogador no banco, lançando Matheus Nunes no ‘onze’, mas, aos 76 minutos, com o Sporting a vencer apenas por 1-0, Palhinha foi lançado, substituindo Nuno Santos.

Um minuto volvido, o espanhol Pedro Porro marcou o segundo golo e tudo corria pelo melhor para os ‘leões’, só que, aos 79, Palhinha faz uma falta e viu o cartão amarelo, o quinto, do qual tinha tentado fugir começando o encontro no banco.

Os protestos generalizados não demoveram o árbitro Fábio Veríssimo e, desta forma, o médio dos ‘leões’ passou a ser baixa certa para o ‘dérbi’ com o Benfica, tendo em conta os regulamentos: cinco amarelos igual a um jogo de castigo.

Apesar de há muito terem acabado as despenalizações, por decisão de todos os clubes, os ‘leões’ não se conformaram e houve recurso, com o pleno da secção profissional do Conselho de Disciplina (CD) da FPF a considerá-lo improcedente.

O Sporting não desistiu e seguiu recurso para os tribunais civis, com o Tribunal Central Administrativo do Sul a suspender a eficácia do castigo de um jogo de suspensão a Palhinha, permitindo que o jogador alinhasse face ao Benfica.

Como a decisão aconteceu quase em 'cima' do jogo, Rúben Amorim deixou o jogador no banco, mas, aos 60 minutos, lançou-o, em substituição de João Mário, numa altura em que o jogo estava empatado a zero. Matheus Nunes selaria a vitória (1-0) dos ‘leões’, aos 90+2 minutos.

Palhinha, que face aos regulamentos que o Sporting também aprovou não poderia jogar, acabou por jogar, com a decisão do Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) a dar posteriormente razão ao jogador, apoiada num ‘mea culpa’ do árbitro.

O TAD não se limitou, no entanto, a ‘despenalizar’ Palhinha, acabando também por ‘transformar’ o quinto amarelo numa espécie de ‘ponte’ do quarto para o sexto.

Assim, o jogador do Sporting não só não cumpriu a suspensão obrigatória, à luz dos regulamentos, como entrou para a segunda série de cartões amarelos – segundo jogo de suspensão aos nove amarelos – sem cumprir a primeira.

Na edição 2020/21 da I Liga de futebol, 115 jogares tiveram de cumprir um jogo de castigo, 17 chegaram aos dois e dois ainda aos três, enquanto Palhinha regeu-se por outra ‘lei’, já que um dos cartões simplesmente não contou... contando.

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