O Benfica venceu hoje por 2-0 na receção ao Gil Vicente, no regresso ao Estádio da Luz após a derrota no clássico, isolando-se no segundo lugar do campeonato e reaproximando-se do líder Famalicão. O campeão nacional inaugurou o marcador aos 45 minutos, graças a um autogolo de Ygor Nogueira, aumentando a vantagem na segunda parte, aos 53', por intermédio de Pizzi - melhor marcador da prova, com seis golos -, que já tinha falhado uma grande penalidade aos 10'.

Com Florentino lesionado, esperava-se que Bruno Lage voltasse a apostar em Samaris para fazer dupla com Taarabt no meio-campo do Benfica, mas o treinador decidiu surpreender, ao colocar no onze Fejsa, que ainda não tinha sido utilizado.

Do lado gilista, Vítor Oliveira mudou quatro peças em relação ao nulo com o Vitória de Setúbal, em Barcelos: saíram Alex Pinto, Arthur Henrique, Lourency e Samuel Dias por troca com Fernando Fonseca, Nogueira, Lino e Baraye.

O Benfica entrou na partida com a intensidade e a dinâmica do costume, procurando encostar o Gil Vicente à sua área. Ygor Nogueira foi o primeiro a acusar a pressão das ‘águias’, logo aos 9 miutos, ao derrubar Pizzi na área. João Pinheiro não teve dúvidas e assinalou grande penalidade. Importa referir que esta não foi uma noite feliz para o defesa central do Gil Vicente, mas já lá vamos.

Chamado à conversão, o camisola 21 das ‘águias’ rematou para o lado direito de Dênis, que conseguiu esticar-se e defender junto ao poste. Foi a segunda vez que Pizzi desperdiçou um penálti na Luz – já o tinha feito em abril frente ao Vitória de Setúbal.

A formação ‘encarnada’ continuou a procurar a baliza gilista, mas mostrava dificuldades em entrar pelo corredor central, com a equipa de Vítor Oliveira a defender com as linhas muito juntas. Aos 21 minutos, Grimaldo descobriu Rafa no coração da área, mas o cabeceamento do extremo saiu ao lado da baliza. Seferovic (32’) também tentou incomodar Dênis, na sequência de um canto, mas o guardião brasileiro agarrou a bola sem problemas.

Aos 40 minutos veio a melhor oportunidade para a equipa visitante: Kraev lançou Baraye na direita, com este a cruzar para a área, obrigando Vladchodimos a desviar com a ponta da luva para canto, antes que Sandro Lima aparecesse para encostar.

O golo do Benfica acabou por surgir ainda antes do intervalo, num lance de grande infelicidade de Nogueira. Tudo começou num passe genial de Adel Taarabt, a descobrir André Almeida. O lateral cruzou na direita à procura de Raúl de Tomás, que se preparava para empurrar para o 1-0, mas Nogueira surgiu de carrinho a evitar o desvio, acabando por marcar na própria baliza.

A vantagem magra fez com que o Benfica ressurgisse em campo pressionante, e a verdade é que não foi preciso esperar muito tempo pelo 2-0. Aos 53 minutos, depois de um canto batido por Grimaldo na direita, Pizzi apareceu ao segundo poste a rematar de primeira, com o pé esquerdo, redimindo-se do penálti desperdiçado na primeira parte.

Após o golo do Benfica, o jogo entrou numa fase de ritmo mais lento, com a equipa de Bruno Lage a controlar e a procurar qualquer desconcentração do Gil Vicente. Ao minuto 70, Kraev apareceu na cara de Odysseas, este fez bem a mancha, mas o búlgaro acabou por ganhar o ressalto e rematou para a baliza, com a bola a passar caprichosamente à frente de toda a linha de baliza antes de sair.

Até ao apito final, já com Caio Lucas e Jota em campo, houve ainda duas oportunidades desperdiçadas por Seferovic e um golo (bem) anulado ao Gil Vicente por fora de jogo de Sandro Lima, mas sem efeitos práticos no marcador.

O resultado permite ao Benfica isolar-se no segundo lugar, a um ponto do Famalicão, que hoje se impôs por 4-2 na receção ao lanterna-vermelha Paços de Ferreira, e com três de vantagem sobre o FC Porto, mas o rival portuense tem menos um jogo realizado, a cumprir no domingo, no reduto do Portimonense.

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