O Paços de Ferreira está a estudar propostas para a cedência dos direitos desportivos de cinco profissionais do plantel, mas nenhum negócio será feito «ao desbarato», confirmou hoje o presidente do clube da Liga de futebol.
Carlos Barbosa confirmou à agência Lusa a receção de propostas, nesta altura ainda consideradas curtas, relativamente ao defesa Luisinho, aos médios André Leão, Luiz Carlos e Vítor e ainda ao avançado Michel.
«É sempre uma mais valia vender jogadores, e, num clube como o Paços, torna-se importante para estabilizar o clube, numa época, para mais, em que tivemos três treinadores e os reforços de inverno custaram mais um pouco», explicou o presidente pacense.
Segundo Carlos Barbosa, «a situação financeira está mais ou menos controlada», sendo certo que «o Paços não pretende oferecer jogadores, nem os vai vender ao desbarato».
Em relação à próxima época, o presidente da formação nortenha, que pretende cessar funções a 30 de junho, já garantiu o médio brasileiro Uillian, de 22 anos, com um contrato válido por três temporadas, tendo praticamente concluídos os processos de renovação de Tony e Nuno Santos, ambos em final de contrato.
Barbosa diz ter ainda um «princípio de acordo» com o técnico Henrique Calisto, apesar de reconhecer que o clube não tem capacidade financeira para acompanhar as propostas asiáticas, visando resgatar de novo o técnico luso, de 58 anos, que entre 2001 e 2011 trabalhou no Vietname e na Tailândia.
Apostar em jogadores ambiciosos, promovê-los e rentabilizá-los é e será a vocação de um clube da dimensão do Paços de Ferreira, com 1.076 sócios pagantes, que, na opinião do seu presidente, é "diferente e está habituado a sofrer".
«Somos a primeira ou segunda equipa com o orçamento mais baixo e, apesar da nossa prospeção, nunca conseguimos contratar jogadores que consideramos como primeiras opções, porque outros pagam ou dizem que pagam o dobro, pelo menos, daquilo que oferecemos», explicou.
Por isso, Barbosa diz que «o Paços de Ferreira é a equipa mais prejudicada», só conseguindo contrariar essa desvantagem com «grande união, caráter e trabalho de toda a gente».
Essa foi a receita para a campanha ascendente da equipa esta época, mas, no futuro, Barbosa quer mais igualdade entre os clubes. Para isso, defende «orçamentos equilibrados», «uma vigilância mais apertada dos pressupostos exigidos aos clubes para se inscreverem» e uma atitude mais proactiva do sindicato no aconselhamento dos jogadores.
A juntar a estas medidas, o presidente do Paços de Ferreira, que hoje apresentará as contas do último exercício fiscal em Assembleia-geral, reclama ainda que «as receitas televisivas têm de ser melhor repartidas», seguindo o princípio de que «equipas com maior poder financeiro são sinónimo de mais competitividade».

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