O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol abriu, esta terça-feira, um processo de inquérito com base nas notícias publicadas no jornal Público no último fim de semana sobre as ligações entre Benfica e Aves.

De acordo com o jornal O Jogo, o processo foi entretanto enviado à Comissão de Instrutores da Liga, mantendo-se em segredo de justiça até ao final do inquérito.

Recorde-se que o jornal Público denunciou no fim de semana que existe uma "conta corrente oficiosa" entre as sociedades desportivas de Benfica e Desportivo das Aves, a qual terá chegado a atingir, no caso dos avenses, uma dívida de dois milhões de euros.

O diário denunciou "negócios duvidosos, contratos com adendas leoninas e relações de subalternidade", concluindo que "é nesta ambiente que o clube da Luz e o emblema avense se movem no futebol português".

Ainda de acordo com a publicação, a relação entre o Benfica e o Aves ficou mais estreita desde que 90% da SAD do clube avense começou a ser detida pela empresa de capitais chineses Galaxy Galaxy Believers, referindo ainda que a direção do emblema nortenho "chegou a dever dois milhões de euros aos encarnados em direitos económicos de passes de jogadores".

Foi revelado ainda que existe uma relação de dependência, havendo contratos de transferências de atletas acordados à margem da lei que beneficiavam o Benfica.

Em jeito de exemplo, o Público noticia que o clube da Vila das Aves vendeu a totalidade do passe de Hamdou Elhouni ao Esperance Tunis quando detinha apenas 30% dos direitos económicos do jogador, sendo que os restantes 70% pertenciam aos encarnados.

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