José Eduardo Simões, presidente e candidato da Lista A, e Maló de Abreu, da Lista B, repetem terça-feira o duelo eleitoral de 2004, apostando o primeiro na continuidade e o segundo na inovação.

Na apresentação do programa, sexta-feira, José Eduardo Simões fez uma retrospectiva da obra feita, salientando o facto de o clube ter saído de um estado de falência em 2002 e o percurso de sucesso desde então, lembrando os 10 anos consecutivos na Liga, a construção da Academia Dolce Vita, a gestão do Estádio, após a insolvência da TBZ em 2008, as meias-finais da Taça da Liga e da Taça de Portugal e a subida do futsal à I Divisão, entre outros êxitos.

Por seu lado, o candidato Maló de Abreu apresentou, quinta-feira, um programa com 30 medidas, entre as quais a recuperação de sócios, uma auditoria externa às contas e a criação de um fundo de investimento de jogadores, no valor de 10 milhões de euros.

Em relação ao futebol profissional, a Lista A aponta uma classificação entre os «oito primeiros da Liga, a fase de grupos da Taça da Liga e uma final de uma competição nacional». Para tal, o treinador deverá ter o perfil de Domingos Paciência ou André Villas-Boas e a equipa assentar em jovens da formação e jogadores de «qualidade e ambição».

Na lista B, o perfil do futebolista da Académica passa pelas qualidades desportivas e humanas e a equipa técnica será composta por um treinador português e experiente e um «núcleo duro de treinadores da casa», para chegar às competições europeias no mandato de três anos.

Na formação, o primeiro objectivo de José Eduardo Simões é a subida à I Divisão da equipa de juniores e integrar anualmente dois atletas de formação, enquanto Maló de Abreu, para além da criação de um gabinete de prospecção, quer a criação de uma «escola de guarda-redes».

No lado financeiro, a lista do actual presidente pretende manter uma gestão rigorosa e eficiente do Estádio Cidade de Coimbra, a criação de uma sala de troféus, desenvolver a marca Académica em termos de marketing e no Bingo e potenciar o Estádio e a Academia para grandes eventos.

Por seu lado, a lista do seu opositor apontou medidas como a redução do passivo em 25 por cento, a auditoria externa às contas do clube, o aumento das receitas com mais sócios e assistências e desenvolvimento do "merchandising", a criação da Webtv e de um canal interactivo, bem como a criação de um «fundo de investimento de jogadores» no valor de 10 milhões de euros, com sócios, investidores regionais e nacionais que queiram assumir uma parceria com a Académica.

A campanha tem sido pautada por críticas dos dois lados: José Eduardo Simões fala de um «projecto megalómano e irrealista» do seu adversário, que acusa de «viver no mundo da fantasia», enquanto Maló de Abreu responde com «o projecto esgotado e anti-democrático» do actual presidente, que está a levar «ao desaparecimento da Académica».

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