Marco Ferreira afirmou, em declarações à RTP, referiu que recebeu pressões do presidente do Conselho de Arbitragem da FPF (Federação Portuguesa de Futebol), Vítor Pereira.

“Tive telefonema em que me foi dito porque o jogo que eu ia fazer tinha de correr bem, porque caso contrário não podia contar comigo para o clássico de abril (Benfica - FC Porto). Telefonemas a 17 de março e a 19 de março(...) É uma tentativa de pressionar. Um árbitro não pode ir descansado para um jogo quando ouve estas palavras. Ouvi estas palavras”, declarou.

Ora no dia 21 deste mesmo mês, o juiz da Associação de Futebol da Madeira apitou o jogo Rio Ave - Benfica, que acabou com com a vitória dos vilacondenses por 2-1.

O árbitro acrescentou que gostaria de estar frente a frente com Vítor Pereira: "Gostaria de estar frente a frente com ele para discutir algumas coisas desta temporada, algumas nomeações cirúrgicas. Se não fosse assim, em vez de um internacional terminar em lugares de despromoção, estariam três".

Marco Ferreira foi mais longe e adiantou que o presidente do Conselho de Arbitragem da FPF tem poder a nível classificativo através das noemações que faz e explica como.

"Quando nomeia para jogos com grau de dificuldade elevada, sabe quem está a nomear. Na última jornada da Segunda Liga Liga soube escolher a dedo os árbitros que precisavam desse grau de nomeação para os poder safar de uma situação de despromoção. Eu não tive essa sorte, talvez por apontar os erros (...) O Conselho de Arbitragem não quis que o Marco continuasse no futebol profissional. Mas também tenho de assumir as minhas responsabilidades, pois houve jogos que correram menos bem", concluiu.

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