O Portimonense recebeu e venceu esta segunda-feira o Marítimo por 3-2, ganhando novo alento na luta pela manutenção. O jogo ficou marcado por dois golos caricatos do conjunto algarvio, mas que em nada tiram mérito ao importante triunfo somado pelo conjunto algarvio.

Bruno Tabata abriu o ativo na primeira parte e Aylton Boa Morte dilatou a vantagem ainda antes do intervalo. O Marítimo reduziu por Rodrigo Pinho a abrir o segundo tempo, mas Hackman devolveu os dois golos de vantagem e a tranquilidade aos homens de Portimão pouco depois. Rodrigo Pinho ainda bisou perto do fim, mas não evitou a vitória da formação da casa.

Uma vitória que permite ao Portimonense, invicto desde o retomar da I Liga, chegar aos 24 pontos, mantendo-se no penúltimo lugar, mas agora a apenas quatro pontos do Marítimo e do Paços de Ferreira (que só joga quarta-feira), primeiras equipas acima da 'linha de água'.

Num jogo de elevada importância para as duas equipas e que terá sido um dos melhores da I Liga deste o regresso da prova, jogado a grande velocidade, a primeira ocasião de golo pertenceu ao conjunto da casa. Cruzamento de Tabata - que grande exibição realizou o brasileiro  - e Ricardo Vaz Tê a aparecer solto de marcação a desviar de cabeça, mas acertar mal na bola e a atirar para fora quando tinha tudo para marcar.

Pertenceria também a Vaz Tê a próxima ocasião de golo e uma vez mais de cabeça. Desta feita a bola levava a direção certa, mas Charles, guarda-redes do Marítimo, defendeu para canto.

O Marítimo respondeu e quase marcou. Xadas bateu um livre para os visitantes, Fali tentou o corte ao primeiro poste e quase marcou na própria baliza, mas a bola bateu no poste. Este crescimento dos forasteiros, porém, viria a ser traído logo depois por um inacreditável erro defensivo.

Estavam decorridos 23 minutos quando René, que parecia ter um lance completamente controlado, foi hesitando no momento de atrasar para Charles, acabando por permitir a recuperação de Tabata, que, com um desvio em jeito, levou a bola a entrar (muito) lentamente, para o fundo das redes.

Os visitantes acusaram o golo e viram o Portimonense, a praticar um futebol de excelente qualidade, chegar ao segundo golo. Na sequência de um pontapé de canto, Bebeto e René Santos não conseguiram cortar a bola e Aylton Boa Morte aproveitou este novo erro defensivo do Marítimo para, já em desequilíbrio, finalizar e fazer o 2-0.

Com dois golos de desvantagem num jogo fulcral na luta pela permanência, o Marítimo reagiu a abrir a segunda parte e Rodrigo Pinho, um dos melhores do conjunto madeirense, reduziu no seguimento de um pontapé de canto. Pensou-se que o Portimonense podia acusar o golo, mas tal não sucedeu.

Com Lucas Fernandes e Bruno Tabata a mostrarem muita classe no meio-campo e muita qualidade no toque de bola, o 3-1 não tardou. Tabata ganhou espaço na esquerda, cruzou para a cabeça de Vaz Tê, que ajeitou para Hackman. Este tentou o remate à meia-volta, acertando apenas de raspão na bola, o suficiente para lhe dar um efeito verdadeiramente surpreendente, que levou o esférico a sobrevoar (uma vez mais em câmara lenta) Charles e anichar-se no fundo das redes.

Até ao final o jogo continuou em bom ritmo, com oportunidades junto das duas balizas. Novo golo, contudo, só surgiu mesmo ao cair do pano. Rodrigo Pinho, claramente o mais inconformado entre os visitantes, a bisar na partida já bem dentro do tempo de descontos.

Nada que evitasse a festa do Portimonense, que continua a mostrar-se uma equipa transfigurada desde o regresso do futebol e que assim continua a sonhar com a permanência entre os 'grandes'. A próxima 'final' será em Famalicão, na 29.ª jornada, na qual o Marítimo receberá o Benfica.

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