Numa extensa entrevista ao jornal O Jogo na qual falou da conquista do título da I Liga, olhou para a final da Taça de Portugal e abordou vários outros assuntos da atualidade do futebol do FC Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa falou também da situação vivida pelo internacional japonês Shoya Nakajima, que não regressou aos treinos após o retomar dos mesmos por parte do plantel, depois do interregno competitivo ditado pela COVID-19.

Segundo o líder máximo dos 'azuis e brancos', Nakajima "entrou em paranóia", acabando por dizer não se sentir capaz de voltar a treinar, em pânico com a questão do novo coronavírus, e falhando assim todos os jogos após o recomeço da I Liga. "Foi um problema de saúde, psicológico. Entrou em pânico, incompreensivelmente, mas as pessoas não entram em pânico porque querem. Não se sentia capaz, nem foi capaz de ultrapassar os problemas. Pelo facto de ser estrangeiro e de não perceber nada do que se passava à volta entrou numa autêntica paranóia", começou por explicar Pinto da Costa.

Ainda assim, o líder máximo dos portistas garante a presença do jogador no plantel da próxima temporada, sublinhando que se Nakajima não recebeu a medalha de campeão foi por vontade própria. "Não temos pena de morte no FC Porto e claro que ele conta. No princípio da próxima época será reintegrado. Foi muito comentado e criticado num programa de televisão, daqueles que não tem pessoas dos clubes, mas indivíduos independentes, o facto de o FC Porto não lhe ter dado a medalha de campeão. Isso não é verdade. O FC Porto convidou o Nakajima a estar presente, mas ele não se sentiu à vontade, não quis, e preferiu receber a medalha mais tarde e com todo o direito porque participou em vários jogos e foi importante em algumas decisões", sublinhou ainda Pinto da Costa na mesma entrevista.

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