Maria José Magalhães, presidente da UMAR, disse à agência Lusa que esta é "uma campanha dirigida aos homens". "Isto é para alertar aqueles grupos sociais que ainda estão associados à masculinidade para que venham a público dizer de forma muito explícita que estão contra a violência doméstica, que não toleram a violência contra as mulheres e a violência de género e dizer que, de alguma forma, estão ativos no seu combate", explicou.

Com o apoio da Liga Portuguesa de Futebol, a associação vai estar presente nos jogos do Sporting, do Benfica e do Futebol Clube do Porto.

Na sexta feira, a UMAR vai estar, a partir das 17.30, no Estádio da Mata Real, no jogo entre o Paços de Ferreira e o Sporting e no sábado a organização vai também marcar presença, a partir das 16:00, no jogo entre o Benfica e o Belenenses (Estádio da Luz) e no confronto entre o Leixões e o FC Porto (Estádio do Mar), a partir das 18:00.

Os jogadores das equipas em campo vão erguer uma faixa da campanha "Eu não sou cúmplice", dando a cara pelo combate à violência doméstica.

Maria José Magalhães recordou que esta não é a primeira campanha desenvolvida junto do público masculino. Em 2009, a UMAR organizou uma iniciativa com motards no distrito do Porto e também um concerto de música punk, duas ações que "sensibilizaram muita gente" e que "correram muito bem", disse a responsável.

A UMAR tem também uma petição online, que conta já com mais de 1500 assinaturas, dirigida aos homens para que estes "retirem o apoio aos agressores e se demarquem publicamente dos seus atos".

"Os homens abaixo-assinados repudiam toda e qualquer violência contra as mulheres, comprometendo-se na consciencialização e intervenção social da sociedade para a igualdade de género e promoção de uma cultura de não-violência. Os homens abaixo-assinados apelam a todos os homens que não sejam cúmplices e testemunhas passivas da violência contra as mulheres", lê-se na petição.

De acordo com o último relatório do Ministério da Administração Interna, em 2008 perderam a vida, em Portugal, cerca de 20 pessoas vítimas de violência doméstica, na esmagadora maioria mulheres. No entanto, a UMAR garante que pelo menos o dobro das mulheres - mais de 40 - passou a fazer parte das estatísticas de homicídios por violência doméstica no país.

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