O candidato da lista A às eleições no Vitória de Guimarães, Júlio Vieira de Castro, defendeu hoje que a concordância com o acionista maioritário da SAD, Mário Ferreira, viabiliza o seu plano de investimento.

O candidato realçou que o clube vimaranense não "pode sair prejudicado" da parceria com o empresário, após o candidato da lista B às eleições de 24 de março e atual presidente, Júlio Mendes, ter dito que o plano de investimento da lista A - 70 milhões de euros para três anos -, nomeadamente os 20 milhões de aumento de capital na SAD, pode extinguir os poderes do clube na sociedade que gere o futebol profissional.

"O senhor Mário Ferreira viu e analisou o projeto, e se entende que pode participar no nosso projeto, não estamos a ver de que forma é que o Vitória Sport Clube pode sair prejudicado. Mário Ferreira não participará num aumento de 20 milhões de euros no Vitória para perder dinheiro. Mário Ferreira virá para vencer e virá para vencer connosco", disse, em conferência de imprensa.

O líder do movimento ‘Novo Vitória’ frisou que Júlio Mendes quis "atirar areia para os olhos dos sócios", tendo dito que a possibilidade de o clube ficar à mercê de uma estrutura acionista com maioria qualificada de 75% e perder direitos como o de veto, como acusou o seu opositor, é uma "falsa questão".

"O acionista entrou de boa-fé no capital do Vitória Sport Clube, ajudou por três vezes o Vitória em momentos difíceis. Temos a garantia de uma colaboração estreita com o senhor Mário Ferreira", realçou.

Vieira de Castro disse que a acusação de Júlio Mendes resultou do "medo de perder as eleições" e pediu ao seu adversário para "explicar aos sócios" o alegado papel do Banco de Minas Gerais (BMG) no alegado orçamento de 20 milhões que quer fixar, antes de acusar que o projeto do opositor passa "pela venda das ações de Mário Ferreira um entreposto de jogadores, o BMG".

O candidato disse ainda que nunca quis retirar o clube aos sócios e que, se tal isso viesse a acontecer enquanto fosse presidente, demitir-se-ia logo do cargo, antes de realçar que, pelas "visões completamente diferentes para o futuro" das duas listas, as eleições de sábado podem ser as "mais importantes da história".

Também presente na conferência, Ziad Tlemçani, escolha de Vieira de Castro para diretor geral da SAD, disse querer um Vitória com "identidade forte", em contraponto ao estatuto de clube satélite, em alusão ao rumor de acordo da lista B com os franceses do Paris Saint-Germain, que valorize as "ideias" e as "estratégias", para além do dinheiro, de forma a, no futuro, poder lutar pela Liga dos Campeões.