A explicar esta vincada opção do emblema poveiro no jogador português entre os utilizados estão razões económicas, mas também a forte aposta que o clube nortenho faz nos elementos oriundos dos seus escalões de formação.

No actual grupo de trabalho, liderado pelo técnico português Eduardo Esteves, metade – 14 atletas – percorreram todas as equipas jovens do Varzim, sendo depois recrutados para a composição sénior.

A estas estatísticas junta-se ainda o facto de, neste arranque de campeonato, o clube ‘alvi-negro’ ser o que apresentou nos ‘onzes’ iniciais mais portugueses e mais jogadores formados na casa. Nas quatro primeiras jornadas, foram utilizados 18 jogadores, dos quais 16 lusos.

O presidente do Varzim, Lopes de Castro, mostrou-se “orgulhoso” com o trabalho do departamento de formação do clube, sublinhando o contributo do clube para o futebol nacional.

“Sempre apostámos na nossa formação e a verdade é que têm saído fornadas interessantes. Temos aproveitado isso para ter a equipa mais portuguesa e podermos projectar jogadores poveiros, o que valoriza os nossos campeonatos”, disse o dirigente.

Lopes de Castro não escondeu “que o aspecto financeiro conta também nesta opção”, mas chamou a atenção para as vantagens da aposta nos jogadores lusos.

“A mais valia é que os conhecemos desde que eles entraram no Varzim. Não nos ‘enganam’ relativamente ao seu valor e potencialidade, como acontece, por vezes, quando contratamos um atleta estrangeiro”, reflectiu o presidente do Varzim.

O líder dos "alvi-negros" falou ainda numa “relação afectiva que se cria entre o atleta da terra e o clube”, embora reconheça que “este é um processo que nem sempre dá resultados imediatos e que não significa, por si só, vitórias”.

Partilhando a mesma linha de ideias de Lopes de Castro, o técnico Eduardo Esteves referiu-se igualmente à “aposta mais económica para o clube”.

“Contratar um jogador estrangeiro representa sempre custos acrescidos com viagens, alojamentos, alimentação e inscrição. Além disso, temos de contar com o necessário período de adaptação de alguém que vem de fora”, analisou o treinador.

Esteves lembrou ainda que um “jogador nacional vem já com conhecimentos claros do futebol português”, apontando outra vantagem de recrutar talentos à escola do clube.

“No Varzim, começamos, desde cedo, a trabalhar aspectos tácticos e técnicos nos miúdos da formação, tendo em vista aquilo que pretendemos na equipa profissional. Quando eles chegam a seniores há muitas características que já foram assimiladas”, revelou Eduardo Esteves.

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