Depois de dois anos com a ‘casa às costas’, a Oliveirense regressa este domingo ao remodelado Estádio Carlos Osório, um “incentivo” que motiva presidente, treinador e ‘capitão’ e dá condições ao clube de futebol para atingir “outros patamares”.

“Sinto-me feliz. Com muita dificuldade conseguimos fazer aquilo que os oliveirenses desejavam há 72 anos. Penso que, a partir de agora, temos todas as condições para podermos ter outros resultados e outros objetivos”, começou por dizer o presidente, Horácio Bastos, em declarações à Lusa.

Desde o regresso à II Liga portuguesa de futebol, a Oliveirense disputou os jogos no Estádio Municipal de Aveiro, devido à falta de condições no Carlos Osório, situado no centro de Oliveira de Azeméis, o que dificultou, mas não impossibilitou, a permanência no segundo escalão.

Após dois anos de avanços e recuos, as obras arrancaram em junho e obrigaram a direção a pedir um empréstimo de 800 mil euros à banca e a reduzir o orçamento para esta temporada, um investimento que, segundo Horácio Bastos, “valeu a pena”, porque era uma “prioridade” e porque, a partir de agora, as condições estão criadas para “atingir outros objetivos”.

“[Este investimento] significa ter uma estrutura qualificada e capaz de receber todas as equipas, em qualquer evento. A obra não para por aqui, vamos ter de andar constantemente a fazer melhorias. Se atingirmos [outros] objetivos, vamos fazer outra bancada para ter mais público”, explicou.

O presidente referiu ainda o desejo de criar um “centro de treinos”, uma medida prevista pela futura Sociedade Anónima Desportiva – que está prestes a ser oficializada –, e indicou as novas mudanças no recinto, visto que a única coisa que se mantém praticamente igual é a bancada que já existia.

“[Houve] um alargamento dos camarotes, criámos casas de banho nos camarotes e o resto é tudo novo. O relvado é novo, há uma bancada nova com cobertura na sua totalidade, balneários novos e iluminação LED. O estádio tem mais capacidade, com 1750 lugares sentados. Temos um edifício para a comunicação social completamente novo, o estádio está bonito e capacitado para dar boas condições ao adeptos e a quem trabalha aqui”, prosseguiu.

Para o treinador Pedro Miguel, o regresso é “uma alegria” para o grupo de trabalho e “todos os oliveirenses”, apesar de ter acreditado durante estes dois anos que a “manutenção teria de acontecer, em Oliveira de Azeméis ou a jogar em Aveiro”.

“[Agora] temos o fator casa, mas por si só não ganha jogos, dentro do campo temos que mostrar capacidade e competência para vencer os jogos”, indicou.

O técnico de 52 espera “um impacto positivo” e “muita gente no estádio”, mas frisou que se o clube quer continuar a ter muito público tem de “ganhar jogos”, uma mensagem “passada aos jogadores” já para o jogo de inauguração, contra o Penafiel, no domingo.

“Queremos ganhar não só porque jogamos em casa, mas porque estamos numa posição difícil e queremos cimentar o bom resultado do último jogo em Chaves [vitória por 2-0] e essa vitória só faz mais sentido se vencermos aqui o próximo jogo, sabendo que vai ser difícil contra uma boa equipa e bem orientada”, afirmou.

O ‘capitão’ e jogador formado na Oliveirense, Sérgio Silva, não escondeu o entusiasmo e mostrou-se “muito feliz”, dizendo que a equipa tinha “sonhado com a modernização”, que foi “um grande trabalho da direção e das pessoas envolvidas”.

“Tanto eu como o plantel estamos ansiosos por pisar o relvado no domingo e proporcionar aos adeptos uma boa vitória. Claramente, isto era o que precisávamos a nível motivacional, para puxar as gentes oliveirenses para a nossa beira, virmos para a nossa cidade”, vincou.

O defesa central, de 25 anos, apelou ao apoio dos adeptos para o próximo jogo, referente à 13.ª jornada, dizendo que “não há desculpa para faltar” e que a equipa vai dar “tudo pela cidade e honrar o clube”.

“Não jogamos aqui desde que subimos à II Liga, estamos muito motivados para o jogo de domingo”, concluiu.

Durante a tarde de sábado, vai haver uma cerimónia de inauguração do recinto que vai contar com a presença do presidente da Liga Portuguesa de Futebol, Pedro Proença, o presidente da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, Joaquim Jorge, e o presidente da Associação de Futebol de Aveiro, Arménio Pinho.

A Oliveirense é atualmente a 16.ª classificada da II Liga, quatro pontos acima da linha de água, com menos um jogo, e vai defrontar no domingo o Penafiel, que se encontra na 11.ª posição da tabela.

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