Na sala de imprensa do estádio - onde estiveram todos os atletas do plantel, acompanhados pelos elementos da equipa técnica e o director desportivo do clube -, o capitão de equipa, Pedro Santos, leu um pequeno comunicado, dando conta dos três meses e meio de salários que a equipa tem acumulado.

"Vivemos uma situação insustentável e estamos extremamente preocupados. Faltam três semanas para o final da época e estão por receber 40 por cento de Dezembro e os ordenados de Janeiro, Fevereiro e Março, sabendo que Abril está a meio e vem aí Maio", descreveu o jogador.

Pedro Santos disse que esta situação está a ter repercussões no rendimento da equipa: "Todos os domingos temos dado o nosso melhor e vamos continuar a fazê-lo, pelo nosso carácter, profissionalismo e amor ao clube. Mas a falta de dinheiro e a ausência de perspectivas para uma solução estão a limitar, de forma extraordinária, o nosso trabalho".

O capitão dos poveiros não se inibiu em pedir ajuda para que o problema seja resolvido: "Nunca se esqueçam que, acima do profissionalismo do jogador de futebol, está o homem. Este grupo de homens apela, a quem de direito, para que nos auxiliem neste momento dramático que vivemos".

Contactado pela Agência Lusa, o presidente do Varzim, Lopes de Castro, optou, para já, por não fazer comentários sobre esta atitude do plantel.

A quatro jornadas do final do campeonato, o Varzim ainda não assegurou a permanência na Liga de Honra, ocupando a 13.ª posição na tabela classificativa, a dois pontos dos lugares de descida.

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