José Mourinho deixou uma mensagem à Selecção Nacional e sublinhou que "Paulo Bento é o melhor", já que é a favor da máxima de que "o meu é o melhor".

“As Selecções Nacionais não são espaços de afirmação pessoal, mas sim de afirmação de um País e, por isso, devem ser um espaço de profunda emoção colectiva, de empatia, de união. Aqui, nas selecções, os jogadores não são apenas profissionais de futebol, os jogadores são além disso portugueses comuns que, por jogarem melhor que os portugueses empregados bancários, taxistas, políticos, professores, pescadores ou agricultores, foram escolhidos para lutarem por Portugal. E quando estes eleitos a quem Deus deu um talento se juntam para jogar por Portugal, devem faze-lo a pensar naquilo que são - não simplesmente profissionais de futebol (esses são os que jogam nos clubes), mas, além disso,  portugueses comuns que vão fazer aquilo que outros não podem fazer, isto é, defender Portugal, a sua auto estima, a sua alegria”, frisou.

José Mourinho sublinha, ainda, que “obviamente há coisas na sociedade portuguesa incomparavelmente muito mais importantes que o futebol”, mas que  “os portugueses que vão jogar por Portugal”, a quem não gosta de chamar jogadores, “têm de saber para onde vão, ao que vão, porque vão e o que se espera deles”.

O técnico do Real Madrid lembrou que sentiu “orgulho” quando Gilberto Madail falou com ele para assumir o comando da Selecção por dois jogos e que “pela primeira vez na vida profissional”, decidiu “de uma forma emocional e não racional, abandonando, ainda que temporariamente, um projecto de carreira”.

“Desculpem a linguagem, mas a verdade é que pensei: Que se lixem as consequências negativas e as críticas se não ganhar; que se lixe o facto de não ter tempo para treinar e implementar o futebol que me tem levado ao sucesso; por Portugal, eu vou!”, pode ler-se na missiva colocada no site da Associação Nacional de Treinadores de Futebol.

Com Paulo Bento ao leme, José Mourinho não tem dúvidas que ele é o melhor, esperando do técnico “independência, capacidade de decisão, organização, modelagem das estruturas de apoio, mobilização forte, fonte de motivação e, naturalmente, coerência na construção de um modelo de equipa adaptada as características dos portugueses que estão à sua disposição”.

“Agora, Portugal tem um treinador e ele deve ser olhado por todos como «o nosso treinador» e «o melhor» até ao dia em que deixar de ser «o nosso treinador». Esta parece-me uma máxima exemplar: o meu é o melhor! Pois bem, se o nosso é Paulo Bento,  Paulo Bento é o melhor”, escreveu.

Leia aqui a carta na integra.

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