Cristiano Ronaldo e Paulo Dybala não são compatíveis? Para Maurizio Sarri, não. É muito raro ver os dois craques no onze da Juventus, desde que Maurizio Sarri chegou à 'Vecchia Signora'. O técnico não abdica do seu 4-3-3, com três avançados mas, explica, um deles terá de ser extremo. Coisa que nem CR7 nem o argentino são.

"O Ronaldo prefere jogar da esquerda para o centro, o Dybala da direita para o centro, mas nenhum deles é um extremo puro. Por isso, uma frente de ataque com estes três jogadores [Ronaldo, Dybala e Higuain] não funciona. Tenho de arranjar outras soluções", disse o técnico da Juventus, na antevisão do dérbi de Turin frente ao Torino, da 11.ª jornada da Serie A.

Apesar disso, técnico já teve de lançar os dois jogadores no mesmo onze, como aconteceu na vitória frente ao Inter de Antonio Conte, que valeu, na altura, a liderança à Juventus.

"Eu tentei Ronaldo, Dybala e Higuaín juntos porque a inércia era nossa e queríamos ganhar", justificou na altura ao jornal 'Gazzetta dello Sport'.

Na mesma conferência, Sarri foi questionado sobre o impacto do vídeo-árbitro no campeonato italiano, uma das primeiras ligas a utilizar a tecnologia. O antigo treinador do Nápoles e do Chelsea não mostrou ser fã do VAR.

"Preferia quando os árbitros controlavam o jogo no relvado. Existem regras absurdas às quais temos que nos habituar e não consigo perceber. Não gosto do VAR porque parece que nasceu para identificar erros microscópicos e ainda temos de levar com aquilo três ou quatro vezes por jogo. Nos outros campeonatos eles têm um uso mais limitado do VAR", sublinhou.

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