O FC Porto não conseguiu impor-se, esta sexta-feira, no Mónaco, perdendo por 2-0 ante o Barcelona. Messi e Fàbregas marcaram os golos do encontro e a equipa catalã leva o seu quarto troféu para o museu do Camp Nou. FC Porto deixa escapar a sua terceira oportunidade consecutiva, depois de 2003, 2004 e esta noite.

O FC Porto começou muito bem o desafio no Mónaco, debaixo de uns 27º graus, exercendo muita pressão sobre os catalães. Os comandados de Vítor Pereira estiveram arrojados no ataque e competentes na defesa.

Os remates de João Moutinho (6’) e Hulk (11’) ainda assustaram a baliza de Valdés mas não passaram disso, um susto que serviu para os cerca de 6 mil adeptos portistas presentes no Estádio Louis II levarem as mãos à cabeça.

Com Cristian Rodriguez na equipa titular, o FC Porto mostrou algumas debilidades no corredor esquerdo do ataque, mas também não foi por isso que o FC Porto sofreu o primeiro golo.

Quando ninguém esperava, a cinco minutos do intervalo, Guarín, a meio-campo, faz um atraso de bola, não se sabe bem para quem, e Lionel Messi aproveitou a oferta do colombiano para fazer o primeiro golo do Barcelona, mas para isso teve ainda de fintar o guardião Helton, que fez o que pôde para travar o avançado argentino.

À saída para os balneários, os adeptos mostraram que não estavam zangados com o número 6 do FC Porto e ecoaram o seu nome à medida que ia entrando no túnel.

No segundo tempo, a equipa portuguesa entrou algo desconcentrada e desmotivada, até Hulk parecia não querer correr tanto como do costume. Valeram os remates perigosos de Cristian Rodríguez (51’) e Guarín (53’).

Em vantagem no Mónaco, o Barcelona começou a desenvolver o seu famoso “tiki-taka”, para irritar o adversário, e com sucesso, até porque a formação comandada por Vítor Pereira começou a perder fôlego.

Aos 78 minutos, os adeptos e jogadores do FC Porto ficaram a pedir penálti, por uma suposta falta sobre Guarín – que nesta altura ocupava a posição de ponta-de-lança no lugar de Kléber - na grande área catalã. Um lance que podia ter mudado o rumo da final.

A três minutos dos 90, Cesc Fàbregas, que saiu do banco de suplentes e que custou 29 milhões de euros ao Barcelona, fez o segundo para os catalães, após passe magistral de Messi, sentenciando o desafio. Mas ainda houve tempo para um descontrolado Guarín e Rolando serem expulsos.

Apito final no Estádio Louis II cheio, cerca de 18 mil espectadores, e foram os espanhóis a fazerem a festa no Principiado do Mónaco, deixando para o FC Porto um prémio de consolação já conquistado na época passada ao vencer quase tudo, mas nessa altura era André Villas-Boas o treinador.

Barcelona soma a sua quarta Supertaça Europeia, depois de ter conseguido em 1992, 1997 e 2009. FCF Porto deixa escapar o seu terceiro troféu do evento, que junta vencedor de Liga dos Campeões e Liga Europa de 2010/2011, pela terceira vez, tendo vencido apenas uma vez, em 1987.

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