As chinesas Guan Chenchen e Tang Xijing ocuparam a dianteira na prova feminina de trave, mas foram ofuscadas pelo regresso da norte-americana, tetracampeã no Rio2016, capaz de resgatar confiança na execução para saborear a segunda medalha no Japão.

Simon Biles, 24 anos, fez 14 pontos, abaixo dos 14.633 de Chenchen e dos 14.233 de Xijing, e repetiu o bronze obtido no Rio2016, que juntou à prata conquistada há sete dias na final por equipas, da qual abdicou de competir, afetada por um ‘colapso’ emocional.

Enquanto debatia a saúde mental dos desportistas, a texana foi renunciando dia após dia aos eventos de salto, paralelas assimétricas e solo e aos concursos gerais, cenário que não a impediu de chegar aos sete ‘metais’, igualando a compatriota Shannon Miller (dois ouros, duas pratas e três bronzes) como a ginasta olímpica mais laureada de sempre.

Depois de ter cooperado no terceiro lugar da China no concurso masculino por equipas, o bicampeão mundial Jingyuan Zou revelou-se mais forte nas barras paralelas individuais, ao contar 16.233 pontos, bem acima do alemão Lukas Dauser e do turco Ferhat Arican.

Na barra fixa, o último aparelho dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, Daiki Hashimoto quebrou uma série de três dias consecutivos sem títulos do anfitrião Japão e replicou o desempenho no concurso geral individual, ao contabilizar 15.066 pontos, relegando o croata Tin Srbic para a prata, ao passo que o russo Nikita Nagornyy chegou ao bronze.

A tabela geral de medalhas continua a ser dominada pela ’vizinha’ China, com 32 ouros em 69 pódios, seguida dos Estados Unidos (24 em 73), num dia que estreou a escalada, atribuiu o terceiro ‘metal’ a Portugal’ e teve revelações e ‘estrelas’ do atletismo a brilhar.

Três dias depois de ter revalidado o cetro dos 100 metros, a jamaicana Elaine Thompson ‘bisou’ nos 200, com 21,53 segundos, a segunda melhor marca da história, ao passo que a namibiana Christine Mboma, de 18 anos e com apenas dois meses de experiência na distância, superou nos metros finais a americana Gabrielle Thomas na luta pela prata.

O sueco Armand Duplantis concluiu a noite a ameaçar o seu próprio recorde mundial no salto com vara, de 6,18 metros, mas falhou as três tentativas aos 6,19, já depois de ter ‘arrumado’ a concorrência aos 6,02, perseguido pelo norte-americano Chris Nilsen e pelo brasileiro Thiago Braz, reiterando o soberano estatuto de fora de série na especialidade.

A americana Athing Mu, de apenas 19 anos, liderou com autoridade os 800 metros e só parou aos 1.55,21 minutos, seguida pela britânica e também júnior Keely Hodgkinson e pela compatriota Raevyn Rogers, que subiu de sétima até ao pódio na derradeira volta.

Já a polaca Anita Wlodarczyk abrilhantou a jornada noturna com um histórico terceiro cetro consecutivo no lançamento do martelo, ao alcançar 78,48 metros, para deixar a chinesa Zheng Wang e a sua compatriota Malwina Kopro nos outros lugares do pódio.

De manhã, o norueguês Karsten Warholm ‘limpou’ os 400 metros barreiras e melhorou mesmo o seu próprio recorde mundial, baixando de 46,70 para 45,94 segundos, inatingíveis para o norte-americano Rai Benjamin e o brasileiro Alison dos Santos.

Com sete metros no último ensaio, a alemã Malaika Mihambo suplantou a americana Brittney Reese e a nigeriana Ese Brume rumo ao cetro no salto em comprimento.

Depois do judoca Jorge Fonseca e da saltadora Patrícia Mamona, o canoísta Fernando Pimenta concedeu a terceira medalha a Portugal em Tóquio2020, ao ser bronze em K1 1.000 metros, atrás dos húngaros Adam Varga, prata, e Balint Kopasz, vencedor, em 3.20,643 minutos, desalojando o recorde olímpico que o luso tinha batido nas ‘meias’.

A neozelandesa Lisa Carrington confirmou-se como maior figura do K1 200 feminino, ao levar para casa um terceiro título olímpico consecutivo, com 38,120 segundos, novo recorde olímpico, enquanto a espanhola Teresa Portela conseguiu finalmente uma medalha à quinta presença em Jogos e a dinamarquesa Emma Jorgensen foi terceira.

Novas marcas olímpicas definiram também a Nova Zelândia, de Lisa Carrington, em K2 500 metros feminino, ao gastar 1.35,785 minutos para se impor a Polónia e Hungria, e Cuba em C2 1.000 masculino, com 3.24,995 minutos, à frente de China e Alemanha.

Na vela, Grã-Bretanha e Brasil venceram as provas masculina e feminina da classe 49er, cujas ‘medal race’ tinham sido adiadas, devido aos ventos fracos em Enoshima, onde o britânico Giles Scott ‘bisou’ no Finn masculino e a Itália celebrou no Nacra 17 misto.

A China manteve a hegemonia nos saltos para a água, ao somar o quinto ouro em seis possíveis, desta feita no evento masculino de plataforma a três metros, por Xie Siyi, com 558.75 pontos, seguido do compatriota Zongyuan Wang e do britânico Jack Laugher.

Imparável também esteve a Alemanha no ciclismo de pista, ao dominar na perseguição por equipas ao fim de 4.04,242 minutos, um novo recorde mundial, tirando quase dois segundos aos 4.06,159 que haviam sido estabelecidos nas eliminatórias, num pódio ‘selado' por Grã-Bretanha e Estados Unidos, ouro e prata no Rio2016, respetivamente.

Os Países Baixos bateram o máximo olímpico no sprint masculino por equipas, negando em 41,369 segundos o ‘tetracampeonato’ à Grã-Bretanha, com a França em terceira.

No boxe, a japonesa Sena Irie arrebatou a categoria feminina de pena (54-57 kg) e o cubano Roniel Iglesias sobressaiu no peso meio-médio masculino (63-69 kg).

O húngaro Tamas Lorincz e o russo Musa Evloev impuseram-se nas classes masculinas de 77 e 97 kg de luta greco-romana, respetivamente, enquanto a norte-americana Marianna Tamyra Mensah obteve o título na categoria feminina de 68 kg de luta livre.

Outro recorde olímpico foi definido pelo halterofilista uzbeque Akbar Djuraev, ao encaminhar o triunfo em 109 kg masculinos com um total de 430 quilos levantados.

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