A judoca Catarina Costa, sexta no ‘ranking’ olímpico da categoria de -48kg, representa a Académica há mais de uma década e rejeita a possibilidade de mudar de clube, mesmo que apareçam convites.

"Ainda não tive nenhum convite, mas é algo que não sei se conseguiria aceitar, porque a Académica é o meu clube de coração", frisou a atleta, de 23 anos, que tem tido uma evolução muito consistente na modalidade.

Em entrevista à agência Lusa, Catarina Costa assumiu-se "muito feliz no clube", concretizando “um sonho de criança representar a Académica", pelo que nem pondera vestir outro kimono.

A judoca, que este ano venceu o Grand Slam de Brasília, em outubro, e conquistou a medalha de prata no Grande Prémio de Montreal, admitiu ser "complicado" conciliar os estudos universitários com a prática da modalidade.

"É difícil, com muitas viagens, estágios e treinos. As viagens é o que me consomem mais tempo", reconheceu Catarina Costa.

Com estatuto de atleta de Alta Competição, a estudante de Medicina acrescenta que é "uma questão de organização, de prioridade, saber o que é prioritário naquele momento".

"Se tiver um exame mais importante é possível que eu possa até adiar e fazer noutra data, já que tenho essa facilidade através do estatuto atleta-estudante", sublinhou, elogiando o apoio "muito importante para os atletas estudantes" do gabinete de desporto da Universidade de Coimbra.

Praticante de judo desde os "10, 11 anos", por ação de um professor que a desviou do futebol e a convidou a experimentar a modalidade, a judoca conimbricense assumiu que, nos combates, a estratégia e a calma são os seus pontos fortes.

"Tento manter a calma e seguir a estratégia que delineámos no início e, isso, às vezes, é um ponto chave para combates mais complicados, que se podem prolongar e ir a ponto de ouro", revelou.

Nesta fase decisiva, a sua concentração costuma ser decisiva: "O cansaço começa a sentir-se nos atletas e acho que aquele que leva a sua estratégia até ao fim acaba por vencer e consigo fazer isso muito bem".

Em contraponto, admite alguma fraqueza na parte motivacional.

“Quando vejo uma atleta que é muito forte, às vezes não consigo pensar que sou capaz de ganhar, mas acabo por ganhar", realçou.

Catarina Costa tem como referências judocas nacionais como João Neto, seu treinador, ou Jorge Fonseca, recentemente campeão do mundo em -100kg, mas também Telma Monteiro ou Patrícia Sampaio, que, mesmo sendo mais nova, considera uma inspiração.

"A nível internacional tenho não só os que me inspiram como também os que já são meus amigos, o que é muito curioso, como a argentina Paula Pareto, campeã olímpica do meu peso, que me inspira e, neste momento, também é uma amiga", revelou.

Noutras modalidades, a judoca acompanha os desempenhos de outros atletas, como o seu amigo Rui Bragança, no taekwondo, ou do surfista Frederico Morais.

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