O ugandês Jacob Kiplimo admitiu hoje que o recorde do mundo da meia maratona obtido no domingo em Lisboa, com o tempo de 57.31 minutos, podia ser melhor, ambicionando chegar ao título olímpico nos 10.000 metros.

Um dia depois de bater o recorde na 30.ª edição da meia maratona de Lisboa, o jovem de 21 anos, num encontro com a imprensa, admitiu que o tempo que fez “não foi uma surpresa” e que já em Paris2024, nos próximos Jogos Olímpicos, quer conquistar a medalha de ouro.

“Quero ser campeão olímpico. Tenho a medalha de bronze [nos 10.000 metros], mas quero ser campeão olímpico. É aí que está o meu foco”, disse o atleta do Uganda, acrescentando que depois o destino natural será passar para a maratona, em busca de novos recordes.

Sobre a prova em Lisboa, Kiplimo revelou que quando aterrou em Lisboa já sabia que ia ganhar e fazer uma corrida para a história.

“Sabia que ia conseguir algo especial, porque no último treino no Uganda corri a distância em 58 minutos. Estava bem preparado e disse para mim que ia bater o recorde da prova”, afirmou o atleta, que ainda assim admitiu que podia ter feito melhor.

“Se tivesse tido companhia durante a prova e com menos vento no último quilómetro de prova, acho que podia ter sido ainda mais rápido”, completou o ugandês.

Lisboa ficará para Kiplimo um destino “especial” e o jovem admite regressar no próximo ano. Já no Uganda, a festa foi grande e Kiplimo lamenta apenas que a pandemia de covid-19 impossibilite celebrações maiores.

“Todos ficaram muito contentes com o novo recorde e pelo que sei celebraram. Com a pandemia há restrições, mas acho que foi uma festa. Hoje sei que sou um exemplo para muitos jovens”, disse orgulhoso o novo recordista mundial da meia maratona.

Nas próximas duas semanas, Kiplimo vai aproveitar para gozar um período de férias, não volta a calçar as sapatilhas para correr e as que em Lisboa o “ajudaram” a cruzar a meta não voltam com o atleta para o Uganda, pois a World Athletics recolheu-as para serem analisadas. Sobre isso, Kiplimo não tem dúvidas de que quer que o procedimento se volte a repetir:

“Não é a primeira vez que os levam. Já aconteceu na Polónia, em Espanha, mas não me importo. Eles que os levem. A marca dá-me outros e é sinal de que ganhei”, terminou sorridente.

O ugandês Jacop Kiplimo bateu este domingo o recorde mundial na 30.ª edição da meia maratona de Lisboa, com o tempo de 57.31 minutos, enquanto a etíope Tsehay Beyan venceu a prova feminina, em 1:06.06 horas.

Kiplimo, campeão do mundo da distância, reduziu em um segundo o recorde que pertencia ao queniano Kibiwott Kandie (57.32) desde 2020, na cidade espanhola de Valência.

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