Os Mundiais de atletismo de Doha continuam a somar grandes resultados e uma das melhores provas em Doha foi a final do lançamento do peso, que este sábado proporcionou a terceira, quarta e quinta marcas de sempre.

Além do mais, foi uma prova espetacular, pela forma como se decidiu, com Tomas Walsh, da Nova Zelândia, o campeão de há dois anos, a liderar até aos lançamentos finais, para cair para terceiro, por um centímetro apenas.

Houve emoção até ao fim e os norte-americanos Joe Kovacs (o campeão de 2015) e Ryan Crouser ficaram com ouro e prata, com 'tiros’ de 22,91 e 22,90 metros.

Walsh parecia ter tudo controlado, já que os 22,90 metros com que liderava eram a melhor marca desde 1990. Perderia o título e até a prata, aqui por recurso ao segundo melhor lançamento.

No triplo feminino, em que Patrícia Mamona foi oitava, com 14,40 metros - melhor classificação lusa de sempre -, a venezuelana Yulimar Rojas voltou a aproximar-se do recorde do Mundo, com um salto de 15,37, a resolver bem a questão do ouro.

O pódio acabaria por replicar a tendência do ano, com a jamaicana Shanieka Ricketts a ser segunda, com 14,92 metros, e a colombiana Caterine Ibarguen terceira, com 14,73.

As condições de excelência ao nível da pista, cientificamente climatizada para ter a temperatura ideal, estão a render grandes marcas em todos os setores, desde a velocidade até ao meio-fundo, como foi hoje o caso dos 1.500 metros femininos.

A holandesa Sifan Hassan 'sobreviveu' incólume à expulsão do seu treinador, o norte-americano Alberto Salazar, e tornou-se a primeira atleta a fazer a 'dobradinha' em 1.500 e 10.000 metros.

Nos 1.500 metros, ninguém resistiu ao seu ataque final, a volta e meia do fim, para ganhar em 3.51,95 minutos, recorde da Europa e sexta melhor marca de sempre. Melhor do que ela, só a etíope Genzebe Dibaba e quatro chinesa, da década de 90.

Hassan 'arrastou' Faith Kipyegon, que era a campeã, para um recorde do Quénia, com 3.54,22 minutos, e Gudaf Tsegay, da Etiópia, para 3.54,38.

Nove atletas baixaram dos quatro minutos, uma coleção de grandes marcas que também deu para recordes das Américas e do Canadá.

Nos 5.000 metros, a queniana Helen Obiri, campeã em 2017 e melhor do ano, confirmou o favoritismo e venceu em 14.26,72 minutos, à frente da sua compatriota Margaret Chelimo Kipkenboi (14.27,49).

Na natural ausência de Hassan, as honras da Europa foram defendidas pela alemã Konstanze Klosterhalfen, bronze em 14.28,43 minutos.

Sete das 10 atletas em pista fizeram recorde pessoal, aproveitando bem o 'ritmo infernal' imposto pelas três da frente, que estiveram sempre na liderança do grupo.

A estafeta norte-americana de 4x100 metros era 'de luxo', com Chistian Coleman, Justin Gatlin, Michael Rogers e Noah Lyles, e, naturalmente, venceu, em 37,10 segundos, com a segunda marca de sempre, apenas atrás da Jamaica de Usain Bolt.

Uma final fabulosa, com recorde da Europa e terceira marca de sempre para a prata da Grã-Bretanha (37,36 segundos) e recorde asiático e quarta marca de sempre para o bronze do Japão (37,43).

Em quarto, o Brasil também bateu o recorde continental e subiu a oitavo de sempre.

Menos impressionante, em termos de resultados, foi a estafeta feminina, que consagrou a Jamaica, de Shelly-Anne Fraser-Pryce (41,44 segundos). Prata para a Grã-Bretanha, de Dinah Asher-Smith (41,85), e bronze para os Estados Unidos (42,10).

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