Três atletas russos campeões do mundo pediram hoje à World Athletics (WA) sensibilidade para os competidores ‘limpos’ do seu país, quando esta vai decidir, na quinta-feira, se a Rússia fica fora dos Jogos Olímpicos Tóquio2020.

“Somos atletas no ativo, estamos plenamente abertos para cooperar, cumprimos os nossos compromissos de forma honrada e não podemos permitir-nos perder mais uma época por ações erradas da Federação Russa de Atletismo”, declaram a saltadora em altura María Lasitskene, o especialista em 110 metros barreiras Serguei Shubenkov e a saltadora à vara Anzhelik Sídorova.

Os três desportistas correm inclusivamente o risco de falhar a presença em Tóquio enquanto atletas neutros, possibilidade que a WA (que substituiu a antiga Federação Internacional de Atletismo – IAAF) tinha aberto a 10 competidores, isto antes de a federação russa ter falhado o pagamento de uma multa de 4,25 milhões de euros, por violar as regras antidoping.

Em março, a WA limitou a 10 o número de atletas neutros que a Rússia poderia apresentar às principais provas internacionais – Jogos Olímpicos e Campeonatos da Europa e do Mundo -, contudo, para isso acontecer, a multa deveria ser paga até 01 de julho, o que não aconteceu.

“A federação russa não dispõe de meios económicos para pagar essas multas impostas pela World ATheltics”, disse Yevgueni Yurchenko, que alegou a crise económica provocada pela covid-19 e se demitiu da presidência do organismo duas semanas após falhar o prazo.

O atletismo russo está fora das grandes competições desde 2015, quando foi desvendado um mega escândalo de doping apoiado e patrocinado pelo Estado.

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