O ciclista britânico Mark Cavendish (Quick-Step Alpha Vinyl) venceu no domingo pela 16.ª vez na Volta a Itália, ao conquistar ao ‘sprint’ a terceira etapa, última em solo húngaro antes de o pelotão viajar para a Sicília.

Num dia sem grande história, Cavendish, de 36 anos, cumpriu os 201 quilómetros entre Kaposvár e Balatonfüred em 4:56.39 horas, batendo sobre a meta o francês Arnaud Démare (Groupama-FDJ), segundo, e o colombiano Fernando Gaviria (UAE Emirates), terceiro.

Os primeiros postos da geral não sofreram alterações, com o neerlandês Mathieu van der Poel (Alpecin-Fenix), hoje 17.º, a chegar com o mesmo tempo e a conservar a liderança da geral, com 11 segundos de vantagem para o britânico Simon Yates (BikeExchange-Jayco), segundo, e 16 para o compatriota Tom Dumoulin (Jumbo-Visma), terceiro.

Junto ao lago Balaton, o ‘míssil da Ilha de Man’ provou ser o maior dos ‘peixes’, voltando a vencer na ‘corsa rosa’ e erguendo os braços pela 16.ª vez numa corrida em que não participava há nove anos, mas que já ‘meteu’ no livro, depois de ter sido selecionado para competir, deixando em dúvida novo regresso ao Tour.

O dinamarquês Michael Morkov lançou o britânico, como tantas vezes antes, e este nunca deixou a dianteira, não permitindo que Gaviria ou Démare, bem como o eritreu Biniam Girmay (Intermarché-Wanty-Gobert Matériaux), quarto, ‘disparassem’.

Em quinto ficou o italiano Jakub Mareczko (Alpecin-Fenix), que foi ‘lançado’ pelo camisola rosa, mas acabou por começar demasiado atrás e não ter espaço para acelerar.

“Estou muito feliz. É muito bom, queria estar bem neste primeiro ‘sprint’. [...] Davide Ballerini e Michael Morkov fizeram um trabalho incrível, e estou feliz por ter conseguido aguentar aquele tempo na frente”, explicou ‘Cav’, após a etapa.

A quarta vitória do britânico esta época é também a 53.ª em grandes Voltas, ao lado de três na Volta a Espanha e 34 em França: é o terceiro melhor registo da história da modalidade, ficando a quatro de Mario Cipollini (que só no Giro ganhou 42) e a 10 de Eddy Merckx.

O dia fica ainda marcado pela primeira desistência - e logo uma de peso -, a do esloveno Jan Tratnik (Bahrain-Victorious), não só um homem com hipóteses de lutar por etapas, mas importante na ajuda que podia dar ao chefe de fila, o espanhol Mikel Landa.

Tratnik caiu na primeira etapa e já no contrarrelógio de sábado tinha competido com gesso no pulso direito, com a equipa a explicar hoje que as dores e escoriações levaram à desistência, com exames adicionais marcados para as próximas horas.

O português João Almeida (UAE Emirates) foi hoje 35.º classificado na tirada, com o mesmo tempo do vencedor, e na geral é 11.º, a 29 segundos.

Um lugar abaixo, em 36.º, chegou o compatriota e companheiro de equipa Rui Costa, agora 97.º na geral, enquanto Rui Oliveira, outro luso da UAE Emirates, foi 61.º e segue no 150.º posto.

Na segunda-feira, o pelotão goza um dia de descanso, para a ‘caravana’ se mudar da Hungria para a Sicília, com o Monte Etna a testar os candidatos à vitória final na quarta etapa, marcada para terça-feira.

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