O sindicato dos ciclistas profissionais (CPA) pediu hoje às autoridades antidoping que tratem os atletas com "respeito", depois de um corredor belga ter sido forçado a deixar uma gala para um teste fora da competição.

"Os ciclistas respeitam as medidas necessárias para a luta contra o doping, mas, pelo menos, pedem o respeito da sua vida privada em troca", assumiu Gianni Bugno, o presidente do CPA.

Num comunicado divulgado hoje, a CPA criticou o momento de alguns controlos antidoping: "Houve casos relatados em que os corredores foram examinados no dia do casamento, durante um funeral ou no primeiro dia de escola dos seus filhos. Agora lemos sobre o caso de Pieter Serry, controlado na 'off season', fora da hora marcada."

Os meios de comunicação sociais belgas citaram Serry a referir que este já havia sido testado há duas semanas e que disse às autoridades antidoping que ele estava disponível das 19:00 às 20:00 em sua casa.

"Os corredores pagam 2% dos seus prémios para tornar esses controlos possíveis. Eles são os únicos atletas do mundo que pagam o antidoping dos seus próprios bolsos", pode ler-se ainda na nota, que acrescenta: "Além disso, o CPA apresentará um pedido oficial a todos os órgãos envolvidos na luta contra o doping e à União Ciclista Internacional (UCI) para estabelecer um código de conduta para os inspetores, para garantir o respeito pela vida privada dos atletas em certas circunstâncias."

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