O desfecho da prova da elite mundial do surf em Peniche deixou completamente em aberto a disputa pelos títulos mundiais masculino e feminino, com as decisões guardadas para a última etapa do circuito, no Havai.

Antes do arranque do Meo Rip Curl Pro Portugal, o brasileiro Gabriel Medina e a havaiana Carissa Moore estavam na frente dos ‘rankings’ mundiais e tinham mesmo a possibilidade de se sagrarem campeões na Praia dos Supertubos, mas os seus perseguidores não o permitiram.

Com a vitória na prova masculina, o brasileiro Ítalo Ferreira subiu três lugares na classificação e ultrapassou o compatriota Medina, campeão do mundo em título e bicampeão mundial (2014 e 2018), que caiu nos 'oitavos', tirando-lhe a 'licra amarela'.

O outro finalista em Peniche, o sul-africano Jordy Smith, manteve o terceiro posto, mas encurtou a distância para Medina, mantendo intactas as aspirações pela conquista do título mundial.

Outro brasileiro, Filipe Toledo, que entrou em Peniche na segunda posição do ‘ranking’, ficou-se pelos quartos de final e baixou duas posições, para o quarto lugar da geral, mas também pode lutar pela vitória final na última etapa do ano, que vai ser disputada em dezembro, em Pipeline, no Havai.

Do lado das surfistas, Carissa Moore, que manteve a liderança do ‘ranking’, tinha que ganhar a prova de Peniche para se sagrar campeã do mundo, mas as adversárias tinham outros planos.

A norte-americana Lakey Peterson, número dois do mundo e finalista vencida em Peniche, eliminou nas 'meias' a havaiana que já foi três vezes campeão do mundo (2011, 2013 e 2015) e aumentou a pressão pela liderança.

A compatriota Caroline Marks, ao vencer em Supertubos, também se colocou em condições de disputar o título de campeã do mundo na última etapa do circuito feminino, em Maui, no Havai.

O melhor do Meo Rip Curl Pro Portugal, cujo período de espera arrancou a 16 de outubro, estava guardado para o dia das finais, com o bom tempo a ajudar a encher de público a Praia dos Supertubos, e com ondas de classe mundial.