O piloto italiano do MotoGP Andrea Ianonne, que foi hoje suspenso por 18 meses pela comissão disciplinar da Federação Internacional de Motociclismo (FIM), após ter acusado positivo num controlo antidoping, lamentou o “sofrimento por ser julgado” estando inocente.

O transalpino da Aprilia, que em novembro de 2019, na Malásia, testou positivo a uma substância denominada de metabólito drostanolona, proibida pela Agência Mundial Antidopagem (AMA), na categoria de esteroides anabolizantes androgénicos, vai ficar afastado da competição até junho de 2021.

“Certamente que ser julgado estando inocente não me deixa feliz, porque pela primeira vez na história um atleta inocente é julgado e, ao mesmo tempo, é condenado a 18 meses por tomar alimentos contaminados fora do seu controlo”, reagiu Iannone, na sua conta do Instagram.

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No longo texto escrito naquela rede social, o piloto revela que “sofreu em silêncio” e defendeu que “nada pode ser dado como certo, porque tudo pode mudar num segundo”.

Depois de conhecida a decisão da FIM, a Aprilia mostrou-se “satisfeita” pelo organismo ter “reconhecido ausência de dolo e a acidentalidade na toma dos esteroides” da parte do piloto, mas assegurou que vai apresentar recurso junto do Tribuna Arbitral do Desporto (TAS).

“Dentro do respeito pelos valores desportivos, que sempre inspiraram a sua atividade e não contemplam, em momento algum, práticas proibidas pelos regulamentos, a equipa Aprilia Racing sempre defendeu a inocência do seu piloto e irá fazê-lo com maior empenho no recurso desta decisão junto do TAS”, garantiu a empresa italiana.

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