A Câmara da Figueira da Foz prevê avançar entre setembro e outubro com o projeto de intervenção na praia do Cabedelo, no valor de 2,6 milhões de euros, que inclui iluminação para se poder surfar à noite.

O projeto de iluminação para a prática do surf na praia do Cabedelo, feito pelo arquiteto Miguel Figueira a pedido do movimento SOS Cabedelo, foi apresentado pela primeira vez em 2010 e resgatado para o Orçamento Participativo da Figueira da Foz, em 2017, tendo ficado em segundo lugar.

Na altura, o presidente do município, João Ataíde, comprometeu-se a executar a obra neste ano.

Em declarações aos jornalistas, após a apresentação do projeto, o autarca referiu que o investimento total na primeira fase de intervenção na praia do Cabedelo vai custar cerca de 2,6 milhões de euros (50 mil para a iluminação), estando prevista a criação de novos acessos ao local, parques de estacionamento ordenados e uma praça central, além da iluminação.

Segundo João Ataíde, a intervenção, que conta com uma comparticipação de fundos comunitários de 85%, deverá estar terminada no final de 2019, devendo ser interrompida durante o verão do próximo ano.

Durante a apresentação, o presidente da Câmara destacou a aliança entre a participação cívica e o município, considerando que a intervenção vai ajudar a promover a prática do surf naquele concelho do distrito de Coimbra.

"Cabedelo é, por definição, uma zona de excelência, uma joia para o surf que tem de ser trabalhada, mas trabalhada por forma a não estragar", salientou João Ataíde, considerando que o investimento vai potencializar o crescimento da praia.

Durante a apresentação, Eurico Gonçalves, da SOS Cabedelo, frisou que este projeto "é o cumprir de um sonho antigo".

"Não vamos inventar nada", notou, apesar de considerar a ideia "inovadora" e capaz de "atrair muita gente" para a prática do surf na Figueira da Foz.

O diretor das Obras Municipais, António Albuquerque, explicou, durante o evento, que o projeto sofreu algumas alterações desde a sua apresentação em 2010, passando agora a contar com iluminação LED, ficando também a hipótese de telegestão das torres de iluminação, que poderão ser ligadas ou desligadas através de uma aplicação no telemóvel.

Segundo António Albuquerque, as atualizações ao projeto permitem poupanças na ordem dos 70% a 80%.

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