Portugal voltou hoje a acolher eventos internacionais de surf, com a praia de Ribeira d’Ilhas a receber uma prova da Liga Mundial de Surf (WSL), que juntará a elite da modalidade num dos próximos três dias.

O MEO Euro Cup Surfing, que se segue a uma prova semelhante disputada na semana passada em França, não pontua para qualquer competição e tem como principal objetivo proporcionar momentos de comeptição aos atletas, contará com a participação de surfistas de elite, entre os quais o campeão mundial, Ítalo Ferreira.

“Estou feliz por estar em Portugal, fui vice-campeão mundial júnior aqui na Ericeira. O evento que fizeram em França foi muito bom, este vai ser ainda melhor”, disse o surfista brasileiro na conferência de imprensa de arranque do evento.

Ítalo Ferreira, que venceu a prova francesa, confessou que depois da paragem devido à pandemia de covid-19, “não hesitou” em vir para a Europa, quando percebeu que havia eventos agendados.

Segundo Francisco Spínola, da WSL, a prova deverá decorrer num dos próximos três dias, na praia que descreveu como a “sala de festas do surf nacional”

“Terça, quarta ou quinta-feira são os dias melhores para fazer a prova, tendo em conta as condições. Amanhã [terça-feira] vamos fazer uma ‘call’, logo vemos”, disse, explicando que a prova poderia ser feita só num dia, e que a sua realização foi equacionada em dois locais “em função da ondulação: Ericeira e Peniche”.

O português Frederico Morais, ‘Kikas’, garantiu estar “muito feliz por voltar a competir contra os melhores do mundo”

“É bom estar em casa, é bom voltar a ver as caras do circuito”, disse, reconhecendo que adora surfar, mas que “a competição é tudo”.

Teresa Bonvalot, que recentemente se sagrou campeã nacional da modalidade, descreveu como “uma sensação única poder competir contra os melhores do mundo”.

“Tenho tido a sorte de ter competido nos nacionais, mas poder competir num nível diferente, com surfistas de todo o mundo, é especial. Competir acaba por ser a nossa vida. Esperemos que sejam dois ou três dias de grande competição”, referiu Teresa Bonvalot.

Filipe Silva, do Turismo de Portugal, considerou que o evento “vai ajudar a preparar desafios futuros para 2021” e destacou o “trabalho tremendo que foi em feito relativamente às questões de segurança, sempre em colaboração com a Direção-Geral da Saúde”.

O representante do principal patrocinador do evento, João Epifânio, referiu que a prova “é o exemplo de como com criatividade, determinação e ambição se consegue produzir um evento com os melhores do mundo”, acrescentando: “Os contextos difíceis também permitem reinvenção”.

Os prémios da prova, a segunda de oito que irão decorrer em todo o mundo, mas a última na Europa, serão doados à fundação Oceano Azul, que tem por objetivo contribuir para a conservação e utilização sustentável dos oceanos.

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