O tenista checo Tomas Berdych pôs hoje fim a uma série de 17 derrotas consecutivas frente a Rafael Nadal, afastando o espanhol das meias-finais do Open da Austrália, nas quais também garantiu presença o britânico Andy Murray.

Berdych, sétimo da hierarquia mundial, impôs-se a Nadal, que não vencia desde 2006, em três ‘sets’, com parciais de 6-2, 6-0 e 7-6 (7-5).

No final do encontro, Nadal, que já tinha evidenciado problemas físicos no torneio australiano, negou ter jogado lesionado frente a Berdych, apesar de ter tomado comprimidos durante o encontro.

“Não aconteceu nada, sinto-me bem. É mesmo assim, são coisas que acontecem durante os encontros”, afirmou o espanhol, terceiro favorito, que nos dois primeiros ‘sets’ esteve abaixo do seu nível habitual.

Nadal, que tem estado afastado das grandes competições nos últimos meses devido a lesões e uma operação ao apêndice, admitiu ter sido afetado pela falta de competitividade.

“A competição dá-nos ainda mais competitividade e isso faltou-me nos últimos sete meses”, afirmou, acrescentando: “No terceiro ‘set’ tive intensidade e agressividade, podia ter ganhado, mas no geral Berdych foi um justo vencedor, porque conseguiu manter o nível de jogo”.

Andy Murray, responsável pelo afastamento do português João Sousa, garantiu a sua quinta presença nas meias-finais do torneio australiano ao impor-se a Nick Kyrgios, um tenista da casa, pelos parciais de 6-3, 7-6 (7-5) e 6-3.

“Decidi não pressionar muito, porque sabia que ele iria cometer erros sozinho. É um jovem, está a crescer e a ser alvo de muitas atenções, isso é muito duro”, afirmou Murray no final do encontro, dirigido pelo português Carlos Ramos.

O britânico, sexto do ‘ranking’ mundial, controlou sempre o encontro, com uma calma que enervou Kyrgios, e só no segundo ‘set’ o australiano – sempre bastante acarinhado pelo público – pareceu disposto a impor-se, forçando o desempate, que acabou por perder.

O tenista britânico, três vezes finalista em Melbourne, tornou-se no sétimo tenista a alcançar pela quinta vez as meias-finais do primeiro torneio ‘Grand Slam’ da temporada.

Os outros dois semifinalistas vão sair dos encontros que oporão quarta-feira o sérvio Novak Djokovic ao canadiano Milos Raonic e o suíço Stanislas Wawrinka ao japonês Kei Nishikori.

No quadro feminino, a russa Maria Sharapova, segunda favorita, impôs-se sem dificuldade à canadiana Eugenie Bouchard, por 6-3 e 6-2, em 78 minutos, e a também russa Ekaterina Makarova, 10.ª cabeça de série, venceu a romena Simona Halep, terceira cabeça de série, por 6-4 e 6-0.

Sharapova, campeã na Austrália em 2008, e Makarova vão protagonizar uma meia-final russa, com o favoritismo a pender claramente para a número dois mundial, que venceu os cinco encontros anteriores com a compatriota e que pode sair de Melbourne no topo do ‘ranking’ se chegar à final.

“Uma de nós representará o nosso país na final”, afirmou Sharapova, numa alusão ao jogo da meia-final, mostrando-se satisfeita com a forma como jogou frente à canadiana.

Eugenie Bouchard, que perdeu os quatro encontros que disputou frente a Sharapova – três dos quais em torneios ‘Grand Slam’ – admitiu ter sentido muita pressão.

Depois de no ano passado ter caído nos ‘oitavos’ frente à chinesa Na Li - que alcançou o título –,Makarova garantiu a sua primeira presença nas meias-finais do torneio australiano, num encontro em que foi sempre superior à romena, terceira da hierarquia mundial.

“Estive sempre muito nervosa, não sei porquê. Foi um dia mau, não entrei no jogo”, disse a romena, finalista da última edição de Roland Garros, que perdeu para Maria Sharapova.

Os outros dois encontros dos quartos-de final do quadro feminino, que oporão a número um mundial, a norte-americana Serena Williams à eslovaca Dominika Cibulkova e as norte-americanas Madison Keys e Venus Williams, disputam-se quarta-feira.

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