O holandês Max Verstappen (Red Bull) deu hoje mais um passo rumo ao inédito título mundial de Fórmula 1, ao vencer categoricamente o Grande Prémio do México, 18.ª ronda da temporada, após sair da terceira posição da grelha.

Verstappen, que chegou a esta prova com 12 pontos de vantagem sobre o britânico Lewis Hamilton (Mercedes), gastou 1:38.39,086 horas para cumprir as 71 voltas previstas, batendo Hamilton por 16,555 segundos.

Sérgio Pérez (Red Bull) fez história, ao tornar-se no primeiro piloto mexicano a subir ao pódio na corrida do seu país, terminando na terceira posição, a 17,752 segundos do vencedor.

“É incrível. Queria ir ao pódio. Estive muito perto do segundo lugar. Apoio do público? De facto podia ouvi-los durante a corrida. Foi um fim de semana de apoio intenso”, comentou o piloto da Red Bull, no final.

Os festejos foram a face visível de um fim de semana que correu de feição à equipa das bebidas energéticas.

Tal como antecipado no sábado pelo próprio Verstappen, o facto de sair da terceira posição da grelha até poderia ser vantajoso relativamente ao segundo lugar, de Lewis Hamilton, situado do lado sujo do asfalto.

Isso notou-se no arranque, em que o autor da 'pole', o finlandês Valtteri Bottas (Mercedes), foi engolido pelo pelotão quando cometeu um erro e fez um pião após a primeira curva.

Nessa altura, já Verstappen tinha assumido o comando, após um arranque certeiro, aproveitando a melhor capacidade de tração proporcionada pelo seu lado da pista.

Sem carros à sua frente que pudessem criar turbulência à superior aerodinâmica do seu Red Bull, Verstappen impôs um ritmo superior aos demais.

“Parabéns ao Max. Aquele carro estava muito rápido este fim de semana e não houve nada que pudéssemos fazer”, reconheceu o próprio Hamilton, no final.

A vida de Bottas, se estava complicada após o erro na primeira volta, pior ficou quando os mecânicos tiveram dificuldades em retirar a roda dianteira esquerda na paragem obrigatória para troca de pneus.

A Red Bull também optou por atrasar a paragem de Perez de forma a deixar o mexicano com pneus mais frescos do que Hamilton na parte final da corrida.

Contudo, o mexicano ficou a menos de duas décimas do atual campeão mundial, fechando os lugares do pódio.

Verstappen ainda chegou a festejar um ponto extra por ter a volta mais rápida da corrida quando cortou a meta, mas Valtteri Bottas acabaria por estragar a festa, arrebatando o feito ao cair do pano, cortando a meta na 15.ª posição.

O francês Pierre Gasly (Alpha Tauri) foi o quarto, a 1.03,845 minutos do vencedor, com o monegasco Charles Leclerc (Ferrari) em quinto, logo seguido do seu companheiro de equipa, o espanhol Carlos Sainz, que foi sexto.

O alemão Sebastian Vettel (Aston Martin) teve no México uma das melhores corridas da época, fechando a prova no sétimo lugar, na frente do finlandês Kimi Raikkonen (Alfa Romeo).

O espanhol Fernando Alonso (Alpine) foi nono, com o britânico Lando Norris (McLaren) a fechar os dez primeiros.

Com estes resultados, Max Verstappen tem, agora, 19 pontos de vantagem sobre Hamilton, que continua a depender apenas de si próprio para revalidar o título nas quatro corridas que ainda faltam disputar.

O piloto da Red Bull tem 312,5 pontos contra os 293,5 de Hamilton.

Já o campeonato de Construtores é liderado pela Mercedes, com 478,5 pontos, mais um do que a Red Bull.

Esta foi a nona vitória da temporada para Verstappen, segunda consecutiva, que soma 19 na carreira.

“Aqui a estratégia passa por travar o mais tarde possível [no arranque]. Tinha um ritmo incrível com este carro. Mas ainda falta um longo caminho e as coisas podem virar rapidamente”, comentou.

A próxima ronda disputa-se dentro de uma semana, no Brasil.

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